Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 01/08/2020
No filme Um Senhor Estagiário, o protagonista septuagenário busca novas oportunidades de aprendizagem para se inserir no mercado de trabalho. Fora do tablado ficcional, uma quantitativo significativo de anciões possui dificuldades na inclusão no ensino superior, posto que esses indivíduos sofrem com os obstáculos impostos pelo governo e sociedade. Nessa conjuntura, é necessário analisar negligências do Estados em efetivar os direitos aos sexagenários, bem como verificar o preconceito social em preservar estereótipos como desafios na inserção do idoso nos cursos universitários.
A priori, dificuldades para a inclusão dos sexagenários no ensino superior é fruto, geralmente, do descaso governamental. Essa realidade ocorre devido à falta efetivação pelo Poder Executivo dos amparos legais, os quais preconizam aos idosos programas de aprendizagem em faculdades pelo o Brasil. Isso porque os centros universitários não promovem vagas para pessoas com mais de 60 anos, além de os materiais acadêmicos possuem letras que dificultam a acessibilidade ao ancião. Tal panorama tolhi os direitos do Estatuto do Idoso, uma vez que a legislação afirma que é dever do Estado efetivar cursos universitários aos sexagenários, bem como garantir as ferramentos adequadas para o ensino dessa faixa etária. Dessa maneira, verifica-se que esses direitos ficaram apenas no papel.
A posteriori, a discriminação social é outro desafio para inserção do idoso no ensino superior no território nacional. Essa situação transcorre por meio de julgamentos contra indivíduos que não se encaixam nos padrões criados pelo pensamento coletivo. Isso se explica a partir do preconceito da sociedade com os sexagenários que ingressam no ensino superior no país, posto que ainda conserva-se o tabu em relação a faixa etário dos estudantes nos cursos universitários. Tal perspectiva relaciona-se com o pensamento do filósofo Thomas Hobbes, ´´o homem é o lobo do próprio homem``, pois a sociedade faz mal aos seus semelhantes. Diante disso, a persistência de estereótipos na população é um dos desafios para a inclusão dos anciões no ensino superior no Brasil.
Destarte, fazem-se necessárias medidas para promover a inclusão dos idosos nas universidades. Para isso, o Poder Executivo precisa ampliar investimentos que auxiliem o ingresso dos anciões no ensino superior, a partir da oferta de materiais editados, em que as letras dos livros sejam adequados para as limitações dos sexagenários, a fim de efetivar o direito à educação promovido pelo Estatuto do Idoso. Outrossim, ONGs devem criar campanhas de engajamento social, por meio de projetos de conscientização sobre a inserção dos anciões nas faculdades, em que especialistas debatam que a aprendizagem dos cursos universitários não estão relacionados com a faixa etária dos estudantes, para que diminua a discriminação social contra sexagenários que iniciam suas vidas acadêmicas.