Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação é o processo formativo que deve abranger todas as partes da sociedade. Todavia, a população idosa que deseja ingressar no ensino superior não recebe o devido apoio do corpo social no processo formativo educacional e ainda sofre diversos preconceitos. Dessa maneira, boa parte dos idosos se sentem desencorajados e se submetem ao “clichê” de que o idoso é sinônimo de incapacidade e fraqueza.
Em primeira análise, é importante avaliar o quão preciso é o apoio do corpo social no aumento da expectativa de vida dos idosos. Ao mesmo tempo em que existem pessoas que desencorajam a população mais velha à estudar, também há aqueles indivíduos que incentivam o processo formativo, mesmo após os 60 anos. Isso gera uma população idosa ativa e participativa das inciativas sociais e que estimula, cada vez mais, o ingresso de outros idosos nos ensinos superiores brasileiros.
Em segunda análise, vale salientar o preconceito de que a população idosa é alvo. Apesar de possuírem uma enorme bagagem de experiências sobre diversas situações da vida, os idosos recebem muitas críticas negativas por parte de adultos e jovens quando se dispõem a continuar estudando mesmo após a terceira idade. Isso ocorre por conta da falsa crença que essa parte da sociedade “já aprendeu tudo o que deveria aprender”. Todavia, isso só desencoraja e diminui drasticamente a vontade de viver dos idosos.
Nessa perspectiva, é necessário incluir os idosos no ensino superior. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em palestras educacionais com a participação de psicólogos que irão instruir jovens e adultos a lidar com essa população idosa no início do ingresso no ensino superior. Só assim, o apoio e respeito à terceira idade e ao seu desejo por conhecimento crescerá e eliminará o pensamento de que os idosos são sinônimo de incapacidade.