Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 04/08/2020
Na minissérie “Segunda Chamada” é abordado as dificuldades e estereótipos acerca do ensino para os mais velhos, a exemplo de Jurema que eram impedida de ir a escola pelo próprio marido. Apesar de ser um longa, é notório os preconceitos sobre a minoria idosa, o que representa desafios para a sua inclusão no ensino superior brasileiro, visto que o desamparo educacional prestado aos idosos torna o ensino desigual e, logo, promove o distanciamento dos idosos das atividades educacionais.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o ensino educacional ao apresentar características de exclusão, transforma-se em uma ferramenta de privilégios. Sob essa óptica, segundo o Estatuto do Idoso, é assegurado o ingresso dos idosos no ensino superior para sua integração com a vida moderna. Todavia, documento supracitado é mitigado pelos órgãos educacionais, haja vista a disseminação de “tabus” a respeito da posição social ocupada pelos idosos. Logo, é fundamental ações inclusivas a fim de diminuir os privilégios de entrada no ensino superior.
Em segunda análise, convém afirmar, ainda, que é notório os baixos índices de matrículas realizadas por idosos nas faculdades. Conforme dados do Ministério da Educação, em 2016, apenas 24 mil idosos foram matriculados em cursos de graduação. Com isso, a falta de ações afirmativas nas universidades corroboram a diminuição do ingresso no ensino, consolidando esteriótipos contra a minoria de idosos matriculados nas faculdades. Dessa forma, é indubitável alterações na área educacional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Desse modo, o Ministério da Educação deve incluir idosos no ensino superior, por meio da criação de ações afirmativas destinadas a população idosa com a finalidade de transformar a universidade em locais inclusivos. Outrossim, a Mídia deve dissolver a importância do ensino universal para todas as faixas etárias, por intermédio de campanhas elucidativas destinados ao público nacional com o fito de quebrar os “tabus” existentes contra a inclusão dos anciãos no ensino superior.