Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 31/07/2020
“Não somos mais aqueles cujo amor imaginou a juventude eterna. Hoje, idosos, os corpos sem calor o fogo da paixão agora hiberna”. O poema feito por Valter da Rosa Borges, ilustra o pensamento da maioria dos brasileiros, que os idosos, por estarem no “final da vida”, não podem buscar realizações pessoais e financeiras. Logo, é importante analisar a causa da dificuldade de incluir idosos no ensino superior e suas consequências.
De início, é necessário falar sobre os barreiras sociais atrelado ao tema. Nessa lógica, o contexto social de que o idoso é inútil, já deu o que tinha que dar, entre outros, é advindas de um contexto histórico de uma sociedade que é direcionada apenas para o trabalho, e que isso é dever dos jovens, fortalece inconscientemente, nesses indivíduos, o sentimento de incapacidade que é agravado pelos centros de ensino, tendo em vista que os idosos, têm vontade de ter novas formações, não têm nenhuma referência relevante que os atraia para as universidades. Sendo assim, as pessoas da terceira idade acabam por ceder para esses pensamentos arcaicos e sem fundamento. Dessa forma, de acordo com o site G1, “no Brasil, há 30,3 milhões de idosos, sendo a maioria não contribuinte, isso cria um vácuo financeiro que impacta todos os brasileiros”, demonstra a importância da sua inclusão.
Por conseguinte, é importante analisar as consequências da ausência da terceira idade nas faculdades. Nesse aspecto, a estabilidade social é cada veis mais prejudicada já que as pessoas mais velhas não vão se aprimorar para atender às suas delimitações físicas que, com a idade, vão ser adquiridas doenças como diabetes, hipertensão, entre outras, que exigem um trabalho mais “tranquilo” do ponto de desempenho físico, fazendo com que os idosos não se adequem ao mercado de trabalho e suas exigências, tornando os cada vez mais descartáveis do modo de produção capitalista. Nesse contexto, estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “a proporção de idosos que pararam de trabalhar após os 60 por não conseguir prego cresceu 20% no ano de 2012”, e isso demonstra a importância dos mais antigos ingressarem nas redes de ensino.
Portanto, é importante propor resoluções para o problema. Desse modo, o Ministério da Educação em parceria com o congresso nacional e as prefeituras das cidades devem propor o projeto “Integra Brasil”, através de uma emenda constitucional. Que visa compor parte da verba que vai para educação exclusivamente para os idosos adentrarem em universidades públicas e privadas, destinando também cotas e professores especializados em ensino para o público da terceira idade. Nesse foco, o efeito esperado é os idosos integrados nas universidades, para que contribuam para o bem estar social. E com isso quebra o “tabu” de que o idoso é o indivíduo cuja paixão hiberna.