Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/08/2020

O filme “Um senhor estagiário” conta a história de Ben, um aposentado de 70 anos que encontra na vaga de estagiário sênior, um novo propósito de vida. Fora da ficção, percebe-se que os idosos brasileiros cada dia mais buscam nos estudos e no trabalho, uma maneira de continuar ativo socialmente. Entretanto, a nação brasileira enfrenta desafios para a inserção de idosos no ensino superior. Entre esse, há a falta de incentivo e a falta de instituições abertas para esse grupo.

Em um primeiro âmbito, é importante dizer que, segundo o Índice Brasileiro de Geografia e Estatística, em menos de uma década, o Brasil será um país de idosos. Apesar disso, percebe-se que, nessa nação, a ideia de que o grupo da terceira idade é inválido e incapaz ainda persiste. Nesse contexto, mesmo os anciãos que possuem uma boa condição física e psicológica, acabam fadados à inercia social, uma vez que são desestimulados a buscar o crescimento intelectual e social. Assim, é notável que a falta de incentivo é um fator que dificulta a inserção de idosos no ensino superior.

Em uma segunda esfera, é válido ressaltar que é responsabilidade do Estado, em conjunto com a nação, fornecer bem-estar e possibilitar a inclusão dos anciãos na sociedade, de acordo com o Estatuto do Idoso. Para isso, esse estabelece que o Governo deve apoiar a criação de universidades aberta para pessoas com 60 anos ou mais, pois a grande maioria das universidades e faculdades públicas brasileiras utilizam a nota do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) para selecionar os alunos, o que torna a concorrência desleal para os idosos. Dessa forma, a falta de instituições de ensino que disponibilizam vagas para esse grupo social é um entrave para a inclusão dele no ensino superior.

Portanto, o Brasil enfrenta desafios para inclusão de idosos no ensino superior. Assim, para que para que a mentalidade retrograda de que o grupo sênior é incapaz torne-se obsoleta na sociedade brasileira, é imprescindível que a mídia, por sua capacidade de ser um corpo docente, disponibilize propagandas. Essas devem ser voltadas para o grupo da terceira idade, passar em horário nobre e alertar que eles são capazes de devem sair da inercia social e entrar em cursos e programas de extensão. Ademais, para que os anciãos tenham acesso às vagas das universidades, o Estado deve, por meio da criação de uma lei, assegurar que cinco porcento das vagas sejam destinadas a pessoas com 60 anos ou mais. Isso deve ser feito a fim de que todos tenham acesso ao ensino superior. Feito isso, assim como Ben, os idosos brasileiros poderão encontrar um novo propósito de vida.