Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/08/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, o direito à educação é essencial e comum a todos, porém, na prática, há contradições. Atualmente, no Brasil, a inclusão do idoso em ambientes educacionais é uma tarefa complicada, visto que faltam apoio por parte do Governo e estímulo social. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos desafios para a inserção dos mais velhos no ensino superior.

Em primeira análise, é uma veracidade que o desprezo Governamental associado aos idosos é um fator contribuinte que dificulta suas ingressões em instituições pedagógicas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o território verde-amarelo possui uma das populações de maior faixa etária do mundo e, apesar disso, menos da metade dessas pessoas possui ensino superior. Isso ocorre devido à ausência de programas e suporte públicos aos mais velhos, a exemplo da falta de incentivos que, motiva a insegurança e o desinteresse pela conclusão total da escolaridade.

Em segunda análise, a intolerância da sociedade em relação aos idosos é preocupante. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o desemprego dos mais velhos não aposentados ultrapassa os 40% dessa parte da população. Isso acontece por causa do preconceito das pessoas, as quais alegam que, devido à idade, o trabalhador produz ou rende menos que alguém mais jovem, consequentemente, gerando menos lucro para tal empresa. Dessa forma, hodiernamente, os idosos são os menos atuantes ativos na economia brasileira e o interesse pelos estudos diminui, visto que, mesmo com um diploma em mãos, não haverá vaga de emprego os esperando.

Portanto, medidas devem ser tomadas para facilitar a ingressão dos idosos no ensino superior. O Ministério da Educação, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve incentivar a prática da educação aos mais velhos, por meio da criação de programas públicos, a exemplo da EAD, cursos superiores gratuitos e palestras pedagógicas realizadas por professores e economistas que apresentem conhecimentos gerais socioeconômicos, tudo isso com o intuito de englobar os idosos no ramo da aprendizagem. Sendo assim, o direito à educação será uma realidade posta em prática no Brasil.