Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
Análises do IBGE comprovam que a pirâmide etária brasileira esta envelhecendo, ou seja, a população economicamente ativa do país se encontra mais idosa,graças aos baixos índices mortalidade, mas também de natalidade,algo bom, só que compromete o PIB brasileiro, já que o país não tem condições para sustentar este grupo. Diante a este cenário emergente,é necessário que haja a reinserção de alguns idosos a PEA,mas para tal é preciso de formação superior ao mundo globalizado. No entanto, a inclusão da terceira idade a educação sofre preconceito pelo mito na inutibilidade e também pela falha governamental para sua anexação.
Em primeiro plano,existe a visão deturpada sobre o idoso, tabelado como incapaz e lento pela sociedade,algo inerente a realidade,uma prova disto são artistas que mesmo após os 60 anos(idade considerada avançada) se destacam pela sua inteligência e experiência,como o sociólogo Zygmunt Bauman, reconhecido pela sua contemporaneidade ao analisar a relação entre o mundo moderno e as relações pessoais,mesmo com a progressiva idade. A visão errônea do velho ‘’lento’’,é a mais naturalizada,o que reafirma a banalização deste grupo. No entanto, devido ao envelhecimento da sociedade,cada vez mais é influenciado a inserção destes a Universidades,para que haja o desenvolvimento das funções aos novos papéis sociais,o que antes era considerado impossível.
Em segundo plano,mesmo com o preconceito latente em cima da terceira idade,eles enfrentam estás barreiras sociais,mas ainda encontram outra, a política. Conforme a ineficácia da renovação da lei 13.535/2017 do Estatuto do Idoso,no qual garante aos mais velhos cursos e programas de educação superior,pois o número de vagas é restrito,sendo a maioria reincidente, e também pouco incentivada fiscalmente, o que compromete o governo. Dessa forma são necessárias maneiras influenciar positivamente a renovação desta mão de obra, a principio socialmente,por meio da mídia, como veiculo propagador, que incentive a integração do idoso ao mundo tecnológico ,o que mostra ser uma ação possível,provocando a mudança dos paradigmais sociais.
Portanto, para que haja o incentivo ao ingresso do idoso ao ensino superior, é preciso políticas públicas,por meio da vinculação do MEC ao Ministério da Cidadania,Órgão que promove o protagonismo do idoso,incentivem fiscalmente instituições que formulem cotas a estudantes da terceira idade,fazendo com que sua inserção seja benéfica a todos.Essa ação também influenciará os próprios idosos a ‘‘reintegração’’ a sociedade ativa,fazendo com que estes provem sua prestatividade aos novos papéis sociais,alterando o esteriótipo de inutibilidade.