Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 05/08/2020
O ditado popular “nunca é tarde para aprender”, vem ganhando força nos últimos tempos com o aumento da população mais idosa na sociedade contemporânea. E isso leva a uma maior aparição dessa pessoas no ensino superior. conforme a revista Veja, o número de idosos nas instituições de ensino superior triplicaram em relação a década passada, mas com esse aumento de pessoas mais velhas nas universidades é constatados algumas problemáticas que dificultam esse acesso. A partir desse contexto, é válido destacar a questão da falta de profissionalização dos profissionais de educação do país para receber essa parcela da população, bem como a falta de materiais adaptados para esse público.
Inicialmente, é visto a metodologia praticada nas instituições de ensino superior, pois na maioria das vezes são modelos antigos que não são aplicáveis para a população idosa. Assim, dentro da teoria do pensador Pierre Bourdieu da " Violência Simbólica", a qual identifica que o indivíduo é coagido pelo discurso dominante. Sendo assim, a maioria dos profissionais de educação, por não terem suas aulas adaptadas para essa população, impõem que eles que não conseguem acompanhar a turma, o que reverbera na desistência do aluno.
Em segunda análise, nota-se que os materiais também, em muitas vezes, não adaptados para os idosos. Nesse sentido, havendo a lei de inclusão ao idoso nas universidades quais disponibilizam curso e programas em extensão, os materiais que são oferecidos aos idosos são os mesmo que aos alunos, conforme o jornal o Globo. Dessa forma, o que prejudica a adaptação do idoso a esses programas, pois eles já não tem a mesma capacidade de raciocínio e nem habilidades que de um jovem, como indica Steven Pinker em seu livro " Como a mente funciona". Assim, confirmando a necessidade de materiais exclusivos pra essa população visando combater esse desafio.
Em suma, é necessário combater esses desafios para que haja de fato uma inclusão do idoso no ensino superior brasileiro. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, implementar cursos profissionalizantes aos professores das universidades, visando que esses profissionais saibam lidar com esses estudantes. Além disso, é necessário que o próprio Ministério da Educação, quando repassa o dinheiro para as universidades, coloque como obrigatoriedade o uso para a produção de materiais adaptados. Assim, conseguindo atenuar os desafios vividos pela população idosa no Brasil em relação e a sua inclusão no ensino superior.