Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 02/08/2020
No início de 2020, uma foto circulava nas redes sociais comovendo a todos. A imagem consistia em Alcyr Ataíde Carneiro, de 65 anos, que passava pelo seu “trote” da faculdade de infermagem na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ocasionalmente, casos como este ocorrem pelo Brasil, em que mesmo para muitos, “após a idade”, o sujeito consegue adquirir o seu tão almejado diploma universitário, tendo realizações pessoais e profissionais. Dessa forma, deve se destrinchar a participação do idoso no ensino superior como uma forma de, acima de tudo, inclusão.
Fundamentalmente, a população brasileira envelhece a cada ano, e ocometerá cerca de 25% do todo nacional em 2060, segundo o IBGE. Uma entrevista realizada pelo Jornal de Minas, evidencia que esses idosos irão procurar, cada vez mais, atividades no ensino superior, seja por realização pessoal e/ou profissional, interação social ou até mesmo, se sentir útil, visto que muitos se consideram incapaz à diversas atividades após determianda idade.
Entretanto, a população idosa passa por diversas dificuldades na busca pela inclusão, tais como preconceito, professores desqualificados e falta de empregabilidade. Cursos de pedagogia ensinam seus alunos a lecionarem para jovens e, com isso, formam professores ináptos a adequar os estudos para os mais velhos. Ademais, infortunadamente, a sociedade possui diversos estígmas e preconceitos contra a população idosa retomar os estudos, por duvidarem da sua capacidade. Por fim, empresas pouco contratam idosos, apenas por negligenciarem custos previdenciários e intolerância.
Portanto, a tomada de medidas a fim de incluir os idosos nas universidades torna-se imprescindível. O Ministério da educação, subsidiado pelo Tribunal de Contas da União, deve criar programas educacionais, gratuitos, nas universidades e escolas a fim de facilitar o acesso ao ensino superior do idoso, além de acrescentar um período especial na grade curricular dos cursos de pedagogia, preparando os futuros professores à educar os mais velhos. Vale salientar, também, que o Ministério do Trabalho pode incentivar empresas a contratarem estes idosos, que queiram voltar a trabalhar, seja por complementar a renda, ou por socializar. Assim, medidas essas sendo tomadas, o idoso seria incluso no ensino superior, de forma digna e correta.