Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
O envelhecimento populacional é um processo que se caracteriza pela sobreposição de pessoas acima dos 60 anos em relação as abaixo de 14. Na realidade do século XXI, esse fenômeno se mostra crescente e ocorre em escala global, gerando uma necessidade de adaptação para encaixar os idosos novamente no setor ativo dos países. Entretanto, essa faixa etária encontra desafios, principalmente quando se é necessário voltar ao ensino superior, já que ocorre desestímulo ao estudo e falta de adequações de políticas públicas.
A priori, se deve entender que a educação só alcançou de fato as camadas sociais menos favorecidas a partir da década de 90 do século XX. Desse modo, ainda nos anos 2000, a taxa de analfabetismo da população era de quase 74,5% se tratando de pessoas entre 10 e mais de 60 anos, sendo que 34% desse número se refere aos idosos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sendo assim, se entende que muitos na faixa etária mais avançada não chegaram a ter um ensino superior, tendo que buscar agora pela oportunidade que lhe foi negada anteriormente pelo Estado. Contudo, por conta da idade, essa parcela da sociedade é constantemente desencorajada, pois a população vê o centenário com um ser limitado, que precisa se manter na zona de conforto e cuidando dos netos, como a Dona Benta, importante personagem criada por Lobato.
Ademais, falta que as política públicas se adequem à singularização dessa faixa etária. De acordo com a BBC, site de notícias online, o Brasil tem até 2025 antes que a população idosa sature a economia e perca o bônus demográfico, período que é possível o produto per capita crescer mesmo que o produto por trabalhador não se expanda. Sendo assim, a parte centenária da sociedade precisa ser imersa novamente no setor ativo, contudo, com a falta de práticas educativas e processos de aprendizagem muitos nesse grupo não podem agir, já que não tiveram oportunidade de embarcar no ensino superior antes e encontram empecilhos no momento atual. Essas barreiras também se mostram presentes na falta de materiais e instalações apropriadas, pois é preciso levar em consideração as impossibilidades e necessidades da pessoa envelhecida.
Em suma, os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior são: falta de estimulo e de adequações. Dessa forma, é dever do Ministério Público promover a aceitação do sexagenário como um ser de aprendizado, por meio de campanhas e projetos que introduzam o centenário nas áreas educativas, objetivando o entendimento de familiares, assim a visão de ser limitado acabaria. Além disso, é dever da universidades proporcionar ambientes adequados, por meio de infraestrutura e materiais adequados, objetivando maior aprendizagem do mais velho, assim todos poderiam aprender.