Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/08/2020

Na antiguidade, um dos objetos mais procurados pelos exploradores, era, a lendária “Fonte da Juventude” devido ao seu poder ela devolveria para pessoas idosas sua capacidade produtiva. Dado o lapso temporal, nota-se que, no Brasil, tal busca sessou devido a melhorias nas condições de saúde e saneamento, no entanto, algumas coisas ainda são negadas aos idosos e entre elas o conhecimento. Dessa maneira, cabe entender que os desafios para inclusão de idosos no ensino superior estão ligados a falta de estimulo por parte da sociedade e a ineficiência do Estado.

Primeiramente, cabe compreender que a sociedade por diversos motivos acaba por desestimular pessoas idosas a ingressar no ensino superior. Isso se explica porque na atual conjuntura social o idoso se tornou o que o historiador Yuval Harari vai chamar de elo frágil ou seja aquele que é inferiorizado e incapacitado socialmente por coerção. Dessa forma, a sociedade acaba boicotando decisões desse grupo como por exemplo minar o interesse de ter um curso superior de forma primaria ou  secundaria. Prova disso, é que, segundo o G1, menos de 5% do ensino superior é ocupado por pessoas acima dos 60 anos .Tal problemática é ainda agravada porque o direito negado a esse grupo é vetado em prol de salvaguardar a saúde como comprovado pelo IBGE em 2014, no entanto os avanços da medicina cada vez mais propiciam melhor validade de vido a terceira idade.

Em segunda análise, é válido entender que o Estado também peca  na inclusão de idosos no ensino superior. Tal fato se faz verdade porque as medidas tomadas para a inserção desse grupo no curso superior são ineficientes e prova disso é que por mais que leis fossem aprovadas e o Estatuto do Idoso do idoso fosse modificado o aumento no numero de pessoas acima de 60 no ensino superior foi muito pequeno segundo dados do próprio Ministério da Educação. Isso ocorre porque o governo não promove as devidas campanhas informativas sobre o assunto, não debate em veículos de comunicação públicos e não promove medidas de inclusão como o debate a cotas e o estímulo a continuidade acadêmica. Desse modo, é fundamental reverter essa situação para salvaguardar o devido direto a educação e continuar a desenvolver intelectualmente o Brasil visto que ,grande parte, das pesquisas e trabalhos científicos são desenvolvidos por pessoas com maior tempo de experiência de vida.

Infere que, para garantir devidamente o direito a continuidade escolar e acadêmica, o Estado deve permitir a inserção de idosos no ensino superior, por meio de campanhas e publicidades que convoquem as pessoas  interessadas a se qualificar e retornar ao meio acadêmico. Tal campanha poderá ser veiculada pelas mídias sociais e tradicionais e, como incentivo, aqueles que ingressarem ,assim como alguns estudantes, poderão receber  bolsas de pesquisa e auxílio de cunho financeiro.