Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/08/2020
A discussão acerca da inclusão dos idosos no ensino superior vem se tornando imprescindível no mundo contemporâneo. Após a Terceira Revolução Industrial, com os avanços na medicina e as melhores condições de vida, foi possível proporcionar maior longevidade e qualidade na vida dos cidadãos. Nesse sentido, torna-se válido analisar os desafios enfrentados pelos mais velhos, visto que tal fato não garantiu a inclusão dos mesmos em alguns setores da sociedade.
De início, é importante compreender que com o inevitável envelhecimento da população, surge uma nova demanda de maiores cuidados. Com as novas tecnologias aplicadas na medicina, como é o caso das máquinas de tomografia e quimioterapia, possibilitou-se o controle ou até a cura de muitas doenças anteriormente taxadas como incuráveis, como é o caso do câncer e da Síndrome da Imunodeficiência (AIDS), que na década passada eram doenças completamente mortais que afetavam diretamente na expectativa de vida de boa parte da população. A partir disso, essa faixa etária criou uma necessidade de buscar novos afazeres e suprir suas novas necessidades, tornando assim o estudo de novas áreas bastante procurado, o que, consequentemente, aumentou a procura pelo ensino superior para esse “novo recomeço” e novos rumos. Portanto, devido à falta de apoio e acessibilidade, muitos vem encontrando grandes desafios, como no filme ‘‘O estagiário’’, em que um idoso precisa se esforçar em dobro para provar sua capacidade de inovação, já que o taxam de tradicional dentro da empresa.
Em segunda instância, nota-se um grande desprezo em relação a essa causa, visto que o ensino superior prepara os estudantes para o mercado, que não se encontra tão favorável. É evidente que muitas empresas estão interessadas em contratar jovens por acreditarem que são mais ativos e trazem maior criatividade e inovação, além de conhecer melhor os interesses da população mais jovem, que são um grande alvo. Em outra perspectiva, pessoas mais velhas também podem se adaptar e moldar-se ao interesse dos negócios, fora ajudar com sua experiência acumulada que contribui na qualidade dos mesmos. Esse fato implica diretamente no menor interesse em garantir uma maior acessibilidade aos idosos nas universidades, já que o sistema não é apto para essa idade, negligenciando a atenção e a assistência direta necessária, que é ainda mais delicada nesse caso, visto que precisam da desaceleração em que é dado o assunto, maior tradicionalidade e adequação a base de sua linguagem.
Destarte, tornam-se indubitáveis medidas para promover essa inclusão. Para isso, o Ministério da Educação deve proporcionar maior acessibilidade aos idosos a partir da criação de turmas especializadas dentro das universidades por meio da orientação de profissionais na área, para que assim seja garantida a devida assistência e se possibilite um maior aproveitamento da faixa etária.