Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/08/2020
“Porque bonita, se coxa? Porque coxa, se bonita?”. A frase de Brás Cubas, protagonista do livro Memórias Posmas do escritor Machado de Assis, refere-se ao fato da personagem Eugênia ser bonita, mas apresentar uma limitação física. Fora da fissão, preconceitos como esses são muito comuns na atual sociedade brasileira, inclusive quando relacionados com a população idosa e os desafios para sua inclusão no ensino superior. Nesse sentido, é necessário analisar a descriminação e a inobservância Estatal frente a essas questões, a fim e minimizar essa problemática.
A priori, segundo a Constituição Federal de 1988 é dever do Estado garantir o acesso à educação de qualidade para todos, com intuito de proporcionar uma sociedade mais justa e igualitária. Nessa conjuntura, esse contraste não acontece na atual sociedade brasileira, visto que, muitas vezes, a população idosa é “excluída” do âmbito educacional pelo fato de não serem considerados aptos para frequentarem esses ambientes. Nessa perspectiva, esses descasos são consequências diretas do preconceito social de muitos indivíduos em relação a essa faixa etária, que, muitas vezes, em sua juventude não conseguiram ter acesso ao ensino superior por indeterminados motivos. Dessa forma, é indubitável a necessidade da inclusão desses seniores no âmbito educacional, uma vez que isso pode proporcionar uma melhor qualidade de vida para esses idosos.
A posteriori, segundo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tendência é que em 2030 a população brasileira seja majoritariamente composta por idosos. Desse modo, é de fundamental importância que o convento invista em meios efetivos de minimizar os desafios para a inclusão de idosos no ensino superior no Brasil, haja visto que esse contraste não acontece, atualmente, no país, de forma efetiva. Diante disso, é necessário adequar materiais didáticos e padrões editoriais de a coeso com as necessidades dessa faixa etária, uma vez que é bastante comum nessa idade a redução da capacidade visual e problemas para locomoção, necessitando da implantação de aulas EAD e fonte adequada para leitura, por exemplo.
Portanto, para minimizar os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior é necessário que o governo juntamente com os centros educacionais busque incentivar essa faixa etária a ingressar nas faculdades por meio de campanhas governamentais televisionadas, que procure fomentar de forma lúdica a importância dos idosos no ensino superior, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida. Além disso, é fundamental que as editoras de livros e materiais didáticos alterem seus padrões editoriais para atender a esse público, de forma que aumente a fonte das letras para deixa-las mais visíveis, com intuito de maximizar o acesso dessa população nas faculdades.