Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 05/08/2020
O filme “O menino que descobriu o vento” narra a história de um garoto que, através do conhecimento adquirido por meio de livros, muda a realidade precária a seu redor. Fora das telas, a inclusão de idosos na educação superior representa um panorama social e econômica retificador para a sociedade tupiniquim. Nesse contexto, infere-se que a inserção de idosos na graduação representa uma perspectiva para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, bem como para a recuperação de mão de obra laboral. Outrossim, denota-se que, devido à falta de acessibilidade nas universidades, o grupo idoso deixa de ser contemplado por espaços que, legalmente, deveriam estar capacitados para eles.
Inicialmente, é válido salientar que a inclusão de idosos no ensino superior representa uma perspectiva positiva para o quadro de qualidade de vida do indivíduo, bem como para a recuperação de uma mão de obra que deseja recolocar-se no mercado de trabalho. Isso ocorre porque, ao contrário do que é reforçado pelo senso comum, indivíduos de terceira idade ainda buscam pela concretização de desejos pessoais, que podem estar vinculados com a realização de uma graduação, em detrimento de, unicamente, descansar. Um exemplo disso é bem abordado pela animação “UP: altas aventura” da “Disney”, em que o personagem principal, Carl, homem de terceira idade, almeja concretizar uma vontade desafiadora e exaustiva de infância. Ademais, segundo o IBGE, os idosos representavam cerca de 10% da população em 2010, logo, a recuperação de parte desse grupo que anseia continuar trabalhando representa uma perspectiva positiva para a economia tupiniquim.
Entretanto, as perspectivas positivas para a inclusão do idoso no ensino superior são sucumbidas pela falta de acessibilidade das universidades para o público de terceira idade , seja devido a falta de espaços apropriados para esse grupo ou pelas metodologias impróprias dos cursos de ensino superior , que contemplam jovens em detrimento de outras faixas etárias. Diante desse contexto, o Estado deve comprometer-se a incluir os idosos na universidades, uma vez que a Lei 13.535/2017 determina que instituições de ensino superior devem ofertar cursos aos idosos, o que não ocorre no atual cenário.
Por fim, para liquidar os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior, o Governo Federal junto com o Ministério da Cidadania deve investir em propagandas que incentivem a inserção de idosos na graduação, apontado benefícios positivos tanto para a qualidade de vida do indivíduos quanto para economia para aqueles que pretendem voltar a trabalhar. Dessa forma, o interesse dos indivíduos de terceira idade será despertado. Ademais, o MEC, financiado pelo Governo Federal, deve garantir que a Lei 13.535/2017 seja aplicada nas universidades, através da transformação do espaço universitário em acessível para idosos e da capacitação de docentes que trabalharão com esse curso para esses.