Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/08/2020
Após a Urbanização, muitos passaram a ter condições de vida melhores, pois há saneamento básico, escolas e hospitais para assistência mais próximos às residências da população, o que garante uma maior longevidade a essas pessoas. Assim, os idosos passam gradativamente a ocupar uma parcela populacional maior na sociedade brasileira. Entretanto, desafios para a inclusão dessa faixa etária no ensino superior são encontrados, como falta de investimento e apoio a esses indivíduos no Brasil.
A priori, o ensino superior refere-se à educação realizada em universidades. Dessa maneira, no século XXI, muitos idosos querem dedicar o seu tempo a essa forma de educação, tanto para obter e aprimorar novos conhecimentos, quanto com o objetivo de viver novas experiências e ter uma vida ativa. Nessa perspectiva, embora o número de alunos com idade superior à 59 anos venha aumentando no Brasil, apenas 0,21% ingressam nas faculdades, segundo o Ministério da Educação (MEC). Isso mostra que muitos desejam ser incluídos nesse meio, mas os materiais de estudo fornecidos, a locomoção e a estrutura das salas de aula não estão adaptadas a suas necessidades no país.
A posteriori, o Artigo 96 do Estatuto do Idoso declara crime os atos de discriminação, como tratá-los de forma diferente, em razão da idade, com injustiças e desigualdade. Apesar de atos de preconceito serem combatidos por essa lei brasileira, muitos idosos sofrem com a falta de apoio dos seus familiares para as mais diversas atividades, entre elas, ingressarem no ensino superior. Isso se dá pelo fato de serem julgados inválidos e por ainda ser considerado um tabu para boa parte da população do país. Além disso, há também prejulgamento sobre eles estarem ingressos em universidades pelo próprio local de ensino e estudantes mais jovens, pois, para a maioria deles, os mais velhos são menos eficientes e, por essa razão, acreditam nesses comentários não se sentindo à vontade para estarem inclusos em uma faculdade no Brasil.
Portanto, os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior precisam ser combatidos. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Economia, de acordo com um levantamento sobre a quantidade de alunos com mais de 59 anos feito pelo da Educação, deve destinar um número maior de verbas para as universidades acolherem essa faixa etária, com disposição de rampas próprias para eles, maior número de vagas no estacionamento e livros com letras maiores, a fim de que todas as suas necessidades sejam atendidas e possam se sentir pertencentes ao local. Além disso, as próprias faculdades palestrarem nas comunidades sobre a importância da educação na vida dos mais velhos, com relatos de pessoas que conseguiram um diploma nos seus cursos, a fim de que as famílias e os mais jovens sejam conscientizados a respeitar e acolher a escolha desses idosos.