Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 04/08/2020
Segundo o Art.205 da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Entretanto, nos dias atuais, indivíduos da terceira idade encontram impasses no pleno desenvolvimento desse direito na sociedade brasileira. Desse modo, o preconceito enraizado no meio social e a falta de medidas governamentais para o auxílio educacional do idoso são os principais desafios na contemporaneidade.
A priori, com o advento da Terceira Revolução Industrial (Técnico-Científica-Informacional) tornou-se evidente os avanços ocorridos no campo tecnológico em toda esfera global. Com isso, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade está inserida em um conjunto de costumes enraizados na sociedade denominado “Habitus”. Dessa maneira, indivíduos pertencentes à geração contemporânea são detentores de grande parte do conhecimento tecnológico no ensino superior e, consequentemente, menosprezam a capacidade educacional e cognitiva dos idosos em prol do preconceito adquirido no meio social.
Ademais, a preferência por indivíduos mais jovens para a obtenção de emprego no mercado de trabalho corrobora a exclusão dos idosos nas áreas de empregabilidade. Com isso, segundo o Art.2 do Estatuto do Idoso, é assegurado, por lei, todas as oportunidades e facilidades para a preservação da saúde mental e aperfeiçoamento moral intelectual e social da pessoa idosa. Dessa maneira, idosos recém formados na graduação perdem a chance de colocar em prática os conhecimentos obtidos por conta da falta de auxílios na área educacional e mercantil nos dias atuais.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao governo, como gestor dos direitos coletivos, juntamente com o Ministério da Educação, promover o aprendizado dos idosos nas instituições de ensino superior, com a destinação de verbas para a contratação de monitores para o auxílio no manuseio de artefatos tecnológicos, com o objetivo de garantir a realização plena nos cursos superiores. Além disso, faz-se necessário que o Governo Federal com a parceria de empresas brasileiras promova a inserção dos indivíduos da terceira idade no mercado de trabalho, por meio da criação de cotas nas empresas que visem a garantia do preenchimento de certa quantidade de vagas para idosos, com o objetivo de permitir a oportunidade do desenvolvimento intelectual e social para esse parcela da população.