Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 04/08/2020
De acordo com o filósofo grego Epicuro, ninguém deveria hesitar em se dedicar aos estudos da filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazer enquanto velho, pois ninguém é demasiado jovem ou velho para alcançar a saúde de espirito. Nas sociedades modernas, entretanto, é possível notar que os idosos são minoria nos centros educacionais, principalmente de ensino superior. Essa situação se mostra presente por causa da falta de políticas públicas que os insiram nesse meio, além da ausência de um conhecimento tecnológico dessa parcela da população.
Em primeira análise, um dos desafios para a inserção dos idosos no ensino superior é a falta de políticas públicas que os incluam nesse meio. Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, a educação é um direito básico de todo cidadão. Entretanto, nota-se que há uma pequena parcela de idosos presente em centros educacionais de ensino superior, apenas 18 mil de acordo com o Senso Educacional de 2017. Essa situação se apresenta por conta da falta de politicas públicas que auxiliem esses cidadãos a ingressarem na graduação, fazendo com que esses sejam cada vez mais excluídos de atividades básicas.
Em segunda análise, outro desafio que dificulta a entrada de idosos no meio acadêmico é a falta de um conhecimento tecnológico. Conforme dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, cerca de 58% dos idosos possuem acesso à internet em suas residências, a menor taxa entre as outras faixa etárias. Esse fator implica no acesso à informação dessa parcela da população, além de não proporcionar o contato com tecnologias necessárias para auxiliar no ensino superior.
Logo, torna-se necessária a participação do Poder Público para solucionar os desafios da inserção de idosos no ensino superior. Inicialmente, o Ministério da Educação deve criar projetos de políticas públicas que auxiliem essa parcela da população a entrar nos cursos de graduação, com a criação de cotas para idosos oferecidas em processos de ingresso, como o Enem, com o intuito de aumentar o número desses cidadãos nas universidades. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Tecnologia, deve criar programas que ofereçam um conhecimento tecnológico a esses idosos, com a criação de cursos voltados para essa parcela, em todo território nacional, com o fito de garantir uma educação tecnológica necessária para que essa parcela ingresse na graduação.