Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/08/2020

Na constituição brasileira criada em 1988 e vigente até o século atual,no artigo 205,afirma-se que a educação é um direito de todos os cidadãos,independente de cor,idade ou gênero,sendo dever do estado e  família de garanti-lo.Apesar disso,há desafios na inclusão de idosos no ensino superior brasileiro seja pela marginalização do estado com o grupo ou pelo preconceito da sociedade estudantil para com eles.

Em primeira análise,a marginalização dos idosos no Brasil é evidenciado não só no âmbito educacional mas também no empregatício,como afirma o estudo da Fundação Getúlio Vargas que apenas 10% das empresas têm alguma política para a contratação de profissionais acima de 50 anos.Nesse espectro,a inserção dessa população mais velha no ensino superior é prejudicada e dificultada pela ausência de ações,como projetos de incentivo,pelo estado.Dessa forma,esse baixo número de participações em vagas de emprego e em faculdades,cria uma enorme barreira entre essas pessoas e a educação,o que desestimula e freia o sonho de muitos com mais idade na busca de uma nova formação ou labor.

Em segunda análise,o preconceito dos jovens da sociedade estudantil com o grupo de idosos que entram ou desejam ingressar em universidades é reflexo do pensamento da maioria da população,visto que enxergam eles como objetos que se tornam obsoletos em razão do tempo.Nessa conjuntura,esses jovens excluem os de mais idade das rodas de conversas e convívio social,além de ironizarem por meio de piadas ofensivas a presença deles nas faculdades.Nesse sentido,parafraseando o educador Paulo Freire quando cita que a educação muda as pessoas e estas transformam o mundo,demonstra que educar é o caminho para que indivíduos possam pensar e assim poder excluir seus pensamentos preconceituosos.

Portanto,a parcela de idosos,no Brasil,encontram esses empecilhos para sua incorporação no ensino superior.Nesse contexto,a fim de diminuir essa marginalização,cabe ao estado a criação de cotas nas universidades,  públicas e privadas,para pessoas acima de 60 anos,possibilitando uma maior participação dessa faixa etária nas graduações.Além disso,é dever das instituições educadoras realizarem campanhas,por intermédio de psicopedagogos,para acolhimento e respeito com os estudantes idosos,o que reduzirá o pensamento preconceituoso e quebra de estigmas por parcela da sociedade estudantil.