Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 04/08/2020

De acordo com o artigo vinte do Estatuto Do Idoso, todo cidadão de idade avançada tem o direito a educação. Nesse sentido, a inserção da geração antiga no campo universitário é uma garantia da constituição, entretanto a falta de preparo governamental para inserir esses habitantes na sociedade, transforma instituições de ensino, por exemplo, exclusivos para a nova massa e excludente aos mais velhos.

Sob a perspectiva do despreparo público com os cidadãos mais velhos, é visto que tal população está a crescer nas ultimas décadas no cenário nacional, assim mostra os dados do IBGE em que no ano de 2017, 14% dos brasileiros eram idosos. Logo, nota-se que é uma parte social abrangente, porém excluída do âmbito educativo, bem como expõe a pesquisa do Politize no qual mais de 60% da sociedade antiga não possui ensino superior, devido ao cenário pedagógico de décadas anteriores que era precário.

Sob outro prisma, os modelos didáticos universitários atuais não estimulam a terceira geração na inserção do ensino superior, um exemplo disso é em dados da UFG no qual de 4 mil alunos jovens, apenas 38 são idosos. Além disso, também nota-se a baixa escolaridade dos mais velhos, logo é visto dificuldades na inserção do ensino superior.

Torna-se evidente, portanto, os desafios da inclusão de idosos no ensino superior. Para amenizar esse quadro é necessário o estímulo a antiga geração aos cursos e universidades, por meio de secretarias educacionais federais e estaduais, com políticas inclusivas nas provas de vestibulares uma vez que com tais meios haverá mais participação dessa parte da população. Também, a escolarização dos mais velhos de baixa escolaridade por intermédio principal das redes didáticas públicas, pois com o ensino dessa parte da terceira geração, forma um grupo preparado para inserir-se nas universidades, para que haja o cumprimento da lei em prol dessa parcela populacional cada vez mais crescente no Brasil.