Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU(Organização das Nações Unidas)- é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção a educação. Entretanto, o cenário visto na inclusão do idoso no ensino superior, impede que isso aconteça na prática, devido não só ao preconceito da sociedade, como também na falta de investimento e informação sobre universidades da terceira idade.
Deve-se destacar, de início, a falta de investimento para garantir cursos e programas de extensão a idoso em universidades. Nesse sentido segundo Rousseau, na obra “Contrato Social’ cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que o desafio na inclusão do idoso no ensino superior rompe com as defesas do filósofo iluminista, já que o preconceito da sociedade e principalmente da família, são fatores que afetam a autoestima dos idosos e no seu processo de aquisição de novos conhecimentos.
Outrossim, de acordo com o (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos em 2030. No entanto, com isso a lei 13.535/2017 da constituição federal garante cursos específicos como saúde, social e entre outros adequados as suas necessidades e as faixas etárias, em universidades abertas para o grupo de idosos.
Portanto, é evidente que à falta de investimento e o preconceito configura-se como uma questão que necessita ser resolvido. Logo, o governo federal em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas devem regulamentar e fazer novas faculdades destinadas para idosos, para dar mais incentivo para eles e seus familiares. Nesse sentido, o intuito da iniciativa é tornar as universidades de caráter oficial de graduação, o que irá proporcionar, consequentemente, a erradicação do preconceito em relação aos idosos nas universidades.