Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
A Revolução Francesa com seus ideais iluministas de “liberdade, igualdade e fraternidade”, implantaram uma nova concepção de mundo na qual esses princípios estão presentes, porém na atualidade muitos idosos não desfrutam dessa realidade, uma vez que se tem a falsa concepção que esse público é dependente e incapaz de realizar atividades. Dessa forma, a inclusão no ensino superior deles fica cada vez mais difícil, pois a falta de incentivos por parte da população e da mídia junto com a ideia de inferioridade que colocam sobre eles ajudam na permanência do problema.
Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, “todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância”, porém esse pensamento não é posto em prática quando se trata da inserção do idoso no ensino superior, uma vez que não se tem o incentivo por parte da população e da mídia para que esse público se sinta atraído a entrar nesse mundo. Tal fato acontece, pois ainda se tem a falsa ideia de que a pessoa quando atinge a terceira idade ela automaticamente deixa de ser ativa tanto no âmbito acadêmico quanto no social, assim a inclusão deles em universidades passa a ser visto como algo fora do padrão e como a sociedade brasileira marginaliza tudo que é tido “fora do padrão”, muitos deixam de fazer ensino superior por medo do que os outros irão pensar.
Somado a isso, de acordo com o IBGE, até 2030 a população brasileira será majoritariamente composta de idosos, fato esse que contradiz as atitudes tomadas pela sociedade, já que se tem uma “moral de rebanho”, que é, conforme o filósofo Nietzch, quando uma ideia prevalece e os outros apenas seguem, de que o grupo em análise é visto apenas como uma pessoa que está no final de sua vida, isso possibilita um sentimento de inferioridade que contribui para a dificuldade de inserção dos idosos no ensino superior, uma vez que é um local em que se tem o predomínio de pessoas jovens e assim muitos se contentam com a idealização proposta para eles e não desconstroem a ilusão de que “você é muito velho para entrar em uma faculdade”.
Faz-se necessário, portanto, o investimento por parte das instituições de ensino junto com o Ministério da Educação em projetos que visem a inserção do idoso no ensino superior, por intermédio de palestras que visem mostrar os benefícios do publico em questão nas universidades e que deixem os centro educacionais mais atrativos para que a falta de incentivo por parte da população e das universidades não sejam um desafio na manutenção do problema e ainda a ajuda de empresas voltadas para tecnologia na criação de aplicativos que ajude a desconstruir a ideia que se tem dos idosos atualmente, por meio de jogos educativos que forneçam informações sobre o grupo em análise, para que o sentimento de inferioridade não seja mais parte da “moral de rebanho” sobre os idosos.