Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todo cidadão deve gozar dos mesmo direitos e deveres. Entretanto, a desigualdade social,no Brasil, é um dos fatores que inviabiliza tais parâmetros, exemplo disso é a não inclusão do idoso no ensino superior. Tal realidade é consequência da negligência governamental e da banalização social,os quais inviabilizam a equidade entre os indivíduos e o progresso do país, conjecturando,desse modo como grandes desafios.
A priori, segundo a filósofa Hannah Arenth, a sociedade vivencia a era da “Banalização do Mal”, na qual o indivíduo torna-se um ser irracional e não reflete, criticamente, acerca das nuances sociais. Diante disso, é possível compreender uma das causas que polariza o acesso ao ensino superior,a falta de alteridade, uma vez que boa parcela da população não se coloca no lugar do outro para entender suas necessidades. Exemplo dessa realidade, é a modalidade de ensino nas universidades e cursos superiores, na qual são disponibilizados aulas, livros e materiais que restringem o aprendizado, apenas, para o intelecto mais o jovens. Diante disso, fica evidente a discrepância e a banalização popular, posto que o público idoso necessita de uma dinâmica mais plausível para alcançar o mesmo desempenho.
Somado a isso, conforme a Constituição Federal, é dever do poder político assegurar o bem-estar e o desenvolvimento efetivo da nação. No entanto, a precariedade e a ausência de investimento na aprendizagem dos cidadãos idosos põe em xeque tais parâmetros, na medida em que, apenas, uma pequena parte desse grupo frequenta cursos superiores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE). A vista disso,fica claro a relevância de uma administração eficiente por parte do governo, dado que, sem isso, torna-se impossível conduzir o país pautado na igualdade social e no suprimento das necessidades da nação,especialmente da camada “mais vivida”, no que tange, por exemplo, à graduação.
Diante dos fatos supracitados, com o intuito de minimizar os desafios e ampliar o acesso ao ensino,cabe ao poder político e a sociedade a tarefa de solucionar tais impasses. Isso pode ser pode ser realizado por meio da associação entre universidades e empresas específicas,que,com a redução de impostos e o financiamento,por parte do governo,desenvolvam materiais e ferramentas de custo acessíveis e adequadas para o entendimento dos idosos,garantindo,assim, uma aprendizagem mais inclusiva e de qualidade. Somado a isso,a sociedade deve criar palestras e debates, públicos, com profissionais qualificados, com o intuito de impulsionar, com o diálogo, os cidadãos para os estudos, além de conscientizar sobre os seus direitos e a importância da igualdade entre eles, fortalecendo, dessarte as bases da DUDH e a proliferação de seres mais sensatos, racionais e graduados.