Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/08/2020

Durante o século XXI, percebe-se , ao estudar dados estatísticos mundias , que a população global vem envelhecendo, impactando os setores sociais de países como o Brasil. Na perspectiva educacional, isso não só gera um aumento no fluxo de idosos para as universidades como também nos injustos desafios enfrentados por eles na sua inclusão no campo superior de ensino. Nessa conjectura, é preciso analisar como o preconceito definido por Voltaire influencia em tal situação e como ela pode ocasionar uma perda de potencial econômico no sentido da Reforma da Previdência.

Em primeira análise, tem-se como principal fator gerados dos desafios na integração dos idosos no ensino superior a alienação da população brasileira com relação a esse assunto, o que gera descriminação . Isso pode ser melhor visualizado ao levar em conta que, assim como Voltaire postulou, o preconceito é uma opinião sem conhecimento, algo que, irracionalmente, impede a origem de uma visão livre da alienação. Sendo assim, por assumirem que faculdades são locais onde apenas jovens podem estudar, uma certa parcela populacional considera estranho ou até errado a presença de pessoas mais velhas em tais ambiente, fazendo com que as pessoas de idade não se sintam convidadas a frequentarem esses espaços.

Ademais, nota-se que a dificuldade para a inclusão do idoso no ensino superior em uma era onde a população tende a envelhecer pode impactar na economia de forma grave, limitando os ganhos financeiros nacionais. Isso porque, diante da Reforma da Previdência, medida politica que aumenta o tempo para a aposentadoria, pessoas que possuem trabalhos “ultrapassados” ,como a datilografia, se tornam incapazes de exercer suas antigas especialidades, necessitando adquirir outras mais relevantes no cenário moderno. Assim sendo, a presença de dificuldades na integração de pessoas mais velhas nas faculdades impossibilita a nova especialização da antiga mão de obra, fazendo com que muitos cidadão continuem a não contribuir economicamente com o país, agora sem o auxilio do Estado.

Portando, é preciso que as dificuldades na inclusão dos idosos no ensino superior sejam reduzidas de forma geral ao ponto em que deixem de ser relevantes. Para tanto, é necessário que o Poder Legislativo incentive a entrar de pessoas mais velhas a entrarem nas universidades ao inserir na Lei de Cotas o dever dessas instituições de reservar vagas para parcela populacional acima dos 60 anos a fim de que ela possa se transformar e se atualizar como mão de obra, contribuindo mais ativamente para a economia do país. Assim pode-se trazer benefícios sociais e econômicos para os indivíduos de idade e para a nação.