Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/08/2020

De acordo com a Constituição brasileira, a educação, em todos os níveis, é um direito de todos, mas cumprir tal lei é um desafio para o Brasil, principalmente quando nos referimos a inclusão dos idosos no ensino superior. Isso se deve ao fato de muitas instituições não estarem preparadas para a inserção dos idosos em seu meio, uma vez que pessoas de idade mais avançada precisam de adaptações para seu aprendizado, a fim de facilitar sua compreensão, além de ser necessária a real inclusão delas entre os estudantes mais jovens, sem discriminação.

Nessa perspectiva, segundo o Estatuto do Idoso, deve ser garantido aos idosos uma educação de qualidade, a qual pode ser oferecida pelos cursos superiores, porém estes precisam utilizar recursos para a adaptação do ensino e o aprimoramento do aprendizado, promovendo a inclusão dos idosos. Isso deve ocorre analisando e respeitando as diferenças dessa faixa etária, como por exemplo, a diminuição da capacidade de raciocínio rápido, a dificuldade de leitura e os impasses para se lidar com novas tecnologias, os quais são alguns fatos recorrentes na vida da terceira idade, sendo importante a participação de profissionais educacionais capacitados a entender e lidar com tais diferenças.

Além disso, de acordo com o filósofo Foucault, o ser humano é um ser biopsicossocial, ou seja, é formado por fatores biológicos, psicológicos e sociais, dessa maneira, a desarmonia na junção desses aspectos gera um desequilíbrio na formação humana, inclusive na vida dos idosos. Esse fato significa que pessoas da faixa etária mais avançada precisam ter todo o seu ser biopsicossocial respeitado, principalmente para incluí-las na educação superior, isso é, torna-se preciso o reconhecimento das suas limitações biológicas, o zelo pela sua saúde mental e o incentivo à interação social no meio educacional, para a sua real inserção. Isso porque, nos ambientes de ensino superior, os idosos ainda são uma minoria, por causa da dificuldade de ingresso por processos seletivos, podendo ser vítimas de exclusão e discriminação social entre os mais jovens, portanto superar tal fator é um desafio a ser superado.

Sendo assim, medidas são importantes para solucionar os desafios da inclusão dos idosos no ensino superior. A fim disso, o Ministério da Educação deve investir em adaptações para o aprimoramento do ensino para a terceira idade, como o uso de materiais com letras maiores e textos mais objetivos, além da capacitação de profissionais, por meio de cursos, os quais dediquem mais atenção a tais alunos e os insiram aos demais, por meio de atividades de aprendizado interativas. Ademais, o mesmo Órgão deve facilitar o ingresso dos mais velhos no ensino superior, criando uma cota de idade nas Universidades, a fim de aumentar o número de idosos nas salas de aula de ensino terciário.