Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 05/08/2020
Sabe-se que o Brasil é um país com índice crescente de idosos, como consequência, há uma maior procura desse público pelo ensino superior. Entretanto, há muitos desafios que dificultam tal ingresso e isso se relaciona, dentre outros fatores, à falta de qualificação dos docentes e baixa infraestrutura das universidades, aliado às ineficácias das ações estatais de incentivo e facilitação da inclusão desses indivíduos. Logo, é essencial analisar medidas coesas e eficazes que atenuem tal problemática.
A priori, é possível afirmar que -segundo dados do portal “Câmara notícia”-, a população brasileira está envelhecendo, índice que no ano de 2060 corresponderá a quase 30%. Diante desse fator, é notória a procura do público idoso às universidades, entretanto, a realidade desse ensino superior é ainda deficiente, pois o corpo docente -na maioria das vezes- não se encontra capacitado adequadamente para lidar com esse público de modo inclusivo, dinâmico. Além disso, muitas universidades têm uma acessibilidade precária o que dificulta ainda mais a persistência dos idosos nesse ambiente. Ou seja, é preciso investir em mecanismos essenciais que integrem diferentes grupos em um mesmo ambiente, em adição de um melhor acesso a tais ambientes.
Além dessas análises já abordadas, é importante afirmar também que - conforme artigo 25 do Estatuto do Idoso-, o Estado tem o dever de apoiar a criação de universidades abertas para os idosos, além de incentivar a publicação de materiais didáticos adequados para eles. Entretanto, não é isso que ocorre na prática, já que muitas vezes esses cidadãos têm seus direitos tolhidos à medida que o setor estatal não cumpre adequadamente com o seu dever, o que dificulta ainda mais a inclusão dos mais velhos no ensino superior. É importante entender que esses desafios precisam ser superados o quanto antes a fim de atenuar esse tipo de “segregação” que ainda é persistente, pois o envelhecimento dos brasileiros é uma realidade presente nos dias atuais e com tendência de aumento nos próximos anos. Ou seja, essa adequação no ensino aliado aos investimentos públicos precisam ser melhorados de forma gradativa e muito eficiente.
Assim sendo, a fim de atenuar essa problemática, é necessário que o Estado amplie o número de vagas destinadas aos idosos, bem como seu processo de ingresso, facilitando assim a inclusão crescente desse público ao ensino superior. Deve-se haver também o incentivo fiscal às editoras para que elas promovam conteúdos didáticos mais simples e que atendam às necessidades da terceira idade. Em adição, cabe às universidades promoverem a capacitação semestral dos docentes para que eles possam lidar melhor com os idosos, de modo mais inclusivo e com menor segregação dentro da sala de aula, por fim, deve-se facilitar a acessibilidade desse público nesse ambiente.