Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, há 26,7 mil de pessoas com idade acima de 60 anos no ensino superior. Esse dado revela a pouca inserção dos idosos nas universidades brasileiras, infelizmente. Isso é explicado com a falta de adaptação e acessibilidade em tais instituições de ensino para receberem os indivíduos dessa faixa etária e o preconceito da sociedade e dos próprios familiares dos idosos em relação ao ingresso no ensino superior.
A princípio, de acordo com a filósofa Hannah Arendt, em sua Teoria do Espaço Público, as instituições públicas têm que ser completamente inclusivas a todos do espectro social para exercerem sua total funcionalidade. A partir dessa ideia, percebe-se que muitos espaços brasileiros de ensino superior não estão adaptados adequadamente para receberem os idosos. Isso porque vários indivíduos dessa faixa etária possuem limitações físicas, como a redução da aptidão visual devido à idade, e de aprendizado, já que podem não estar habituados com as formas atuais de educação. Por isso, é imprescindível que as universidades ofereçam uma infraestrutura acessível a essa pessoas, orientando os funcionários a agirem pacientemente com elas. Isso garantirá acessibilidade ampla ao aluno, motivando-o a entender o ambiente para que participe ativamente e não desista do seu objetivo.
Outrossim, segundo o Estatuto do Idoso, é obrigação da família, da sociedade e do Poder Público assegurarem ao idoso a efetivação do direito à educação, garantindo seu aperfeiçoamento intelectual. No entanto, há uma estigmatização da população em relação à capacidade e importância das pessoas nessa idade mais avançada se inserirem no ensino superior. Esse preconceito, até mesmo, dos familiares dificulta o ingresso desses indivíduos nas universidades, já que o apoio familiar, sobretudo, é imprescindível para a sua permanência nesses espaços. Dessa forma, a família e a sociedade devem colaborar para o cumprimento desse direito, mostrando aos idosos a sua capacidade de conquistar novas aptidões pelo aprendizado. Além do ensino favorecer essa aquisição de conhecimento, também contribui para a socialização e integração no contexto pós-moderno, no qual estão inseridos.
Portanto, para que haja um aumento no número de idosos no ensino superior, é necessário que o Ministério da Educação garanta a inclusão das pessoas dessa faixa etária nas universidades, por meio do projeto “Combate à desintegração dos idosos nas universidades”, no qual, mensalmente, os funcionários devem ser capacitados para ajudarem cautelosamente o aprendizado desses indivíduos. Ademais, o Ministério da Educação com a mídia deve conscientizar a sociedade sobre a importância do ensino superior para os idosos, por intermédio de propagandas televisivas em todos os horários, para que alcancem mais pessoas. Assim, as universidades poderão vir a ser mais inclusivas no país.