Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
A política “Envelhecimento Ativo”, publicada pela Organização Mundial de Saúde, defende uma participação ativa dos idosos na sociedade. Nesse contexto, ingressar no ensino superior é benéfico, porém possui desafios críticos, como faltar estruturação do sistema educacional adequada para isso e o estigma que esse grupo sofre socialmente.
Primeiramente, é importante entender que a desestruturação educacional adequada se torna uma barreira para idosos ingressarem no ensino superior. Em respeito disso, segundo Estatuto do Idoso, é dever da União criar mecanismos cuja finalidade seja proporcionar a inclusão dessa faixa etária nos espaços universitários. Todavia, o modelo atual de ensino é ao molde dos jovens e adultos, que tem maior disposição e, consequentemente, os idosos por não conseguirem estar nas conformidades são encaminhados mais uma vez para exclusão. Portanto, pensar em um modelo de ensino sem considerar as necessidades desse grupo desafia sua inclusão.
Segundamente, vale ressaltar ainda que todo o estigma social em torno dos idosos aparece como um desafio para eles ingressarem no espaço universitário. Nessa perspectiva, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, aprender é uma formação inacabável, ou seja, a terceira idade também deve ser considerada como parcela apta para tal processo. Porém, eles sofrem “Ageismo”, que, de acordo com Robert Neil Butler, psicanalista americano é um preconceito contra os idosos e motiva práticas excludentes, como estereotipar e dar descrédito as capacidades deles. Logo, discriminar e, consequentemente, desencorajar estudantes dessa faixa etária mina seu ingresso no campo superior.
Diante dos problemas supracitados, é preciso que os centros educacionais criem oportunidades ingressos dos idosos, por meio de cursos com diretrizes adaptadas, visando a um estudo estruturado. Ademais, a mídia deve conscientizar contra o “Ageismo”, mediante propagandas com finais inesperados, para melhor visão desse grupo.