Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
A primeira universidade surgiu Bolonha, no norte da Itália, no final do século XI. No Brasil, atualmente, essa instituição se expandiu, adquirindo novos cursos em diversas áreas de conhecimento, como os de saúde, humanas e exatas. Entretanto, o que era para se tornar direito de todos, por lei, apenas gerou um fator limitante aos jovens, excluindo pessoas idosas, por exemplo. Por tanto, é necessário enfrentar os desafios na inclusão dessa faixa etária no ensino superior, visando resolver tanto o preconceito entre os alunos, quanto uma dinâmica melhor de aula para essas pessoas.
Em primeira análise, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação pode ser usada como instrumento essencial na libertação de pensamentos oprimidos, visando sempre a liberdade de quem os pensam. Nessa análise, é necessário enfrentar qualquer que seja o preconceito sofrido por alunos de idades maiores. Assim, caso seja estabelecido um conhecimento amplo educacional e social, será possível compreender uma melhor forma de integrar esses indivíduos em classe, sem que haja julgamentos pela sua idade, melhorando, portanto, o convívio dessas pessoas em sala de aula e, posteriormente, em seus trabalhos.
Em segunda análise, de acordo com a pensadora Hannah Arednt, as pessoas tendem a confundir o mal com o bem, tornando-o sinônimo do mesmo. Tendo isso em vista, é comum notar a padronização no ensino superior brasileiro, o que afeta os estudantes, pessoas idosas, que não conseguem se adequar a forma de ensino apresentada. Provocando, em grande parte, o desânimo ou até mesmo a exclusão de indivíduos que busca participar das atividades necessárias. Portanto, a equipe de professores deve apoia-los em qualquer que seja sua dificuldade, aproveitando mecanismo de interação entre eles, com lições que vão além da teoria, mostrando uma prática fácil e eficaz.
Observa-se, portanto, que o governo, em conjunto ao Ministério da Educação, deve estabelecer campanhas de incentivo aos mais velhos a cursarem o ensino superior, por meio de cotas oferecidas, em casos de universidades públicas, ou descontos, em faculdades particulares. Tal proposta deverá ser discutida entre os Órgãos competentes. Além disso, será necessário, também, uma melhor capacitação dos profissionais na área de educação, visando atender aos alunos idosos que necessitam de uma melhor atenção na sua aprendizagem e inclusão em sala de aula. Para que, assim, a sociedade se torne cada vez mais conscientizadora e livre de preconceitos.