Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 07/08/2020

No cenário atual, nota-se que um maior quantitativo de idosos têm conseguido adentrar no ensino superior, conforme apontou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Nacionais Anísio Teixeira em 2010, cerca de 75% dos estudantes idosos ingressantes concluíram o ensino superior, com destaque para a região sudeste. Associado a esse tema, são debatidos entre o corpo social diversos desafios para a inclusão dessa faixa etária, como: A inserção desses ao mercado de trabalho, como também o estigma ainda presente por parte da juventude.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), o desemprego entre idosos subiu de 18,5% em 2013 para 40,3 em 2018. Fator esse que devido o então coordenador do IBGE Cimar Azevedo, é promovido visto que as empresas atuais buscam por contratar indivíduos mais jovens e com uma maior capacidade além profissional, física também. Além disso, pesquisa da Great Place to Work Brasil revelou que em 2018 não chegou a 3% a parcela  de trabalhadores com mais de 50 anos que exercem seu ofício nas 150 melhores empresas para se trabalhar.

Ademais, destaca-se ainda o estigma que muitos trabalhadores mais jovem possuem com relação a essa faixa etária, porém é preciso desmistificar esse pensamento, em conformidade com o American Association of Retired Persons, o segmento com a faixa etária maior que os 50 anos continua sendo a faixa etária mais engajada de todas as gerações.

Em síntese, com base nos argumentos expostos nota-se que o principal desafio enfrentado por essa faixa etária é referente a sua inclusão no mercado de trabalho. Logo, para a efetiva resolução desse problema, faz-se necessária a criação de projetos por intermédio do Governo Federal, com o intuito de corroborar para a inclusão desses, além da promoção de campanhas sociais que promovam a capacitação profissional dos indivíduos que compõem essa faixa etária.