Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/08/2020

Segundo o artigo VI da Constituição Federal, é direito de todos os cidadãos brasileiros o acesso a uma educação gratuita e de qualidade. Contudo, os idosos enfrentam desafios para inclusão no ensino superior, em razão do preconceito vigente e da preferência por jovens no mercado de trabalho.

Em primeira análise, é importante destacar que, segundo a Lei 13.535, instituições de ensino superior devem ofertar cursos e programas de extensão aos idosos. Porém, pelo fato dos acadêmicos das instituições de ensino superior serem majoritariamente mais novos, há uma exclusão da população envelhecida, devido, principalmente, à dificuldade que elas têm com o uso dos meios tecnológicos. Com isto, o preconceito com tal faixa etária acarreta dificuldade na sua inclusão no sistema educacional.

Além disso, existe uma ineficiência em incluir o idoso no mercado de trabalho após a conclusão do ensino superior. De acordo com o IBGE, o Brasil vai se tornar um país de idosos em 2030, entretanto, atualmente, apesar de algumas melhorias que permitiram o ingresso dessa geração nessas instituições, o mercado de trabalho prioriza a contratação de profissionais jovens.

Portanto, o Estatuto do Idoso em união com o Ministério da Educação devem apoiar a criação de universidades abertas para idosos e a inclusão destes, através do incentivo da publicação de livros e periódicos de conteúdo e padrão editorial adequados a essa faixa etária, ofertando cursos e programas de extensão, tanto presenciais como a distância, constituídos por atividades formais e não formais. Além de que, é necessário que o Governo Federal incentive os empregadores a contratarem essa faixa etária, com a finalidade de tornar os idosos ativos no mercado de trabalho.