Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
A Carta magna de 1988, a qual garante, dentre outros direitos, o acesso a educação gratuita e de qualidade a todos os cidadãos. Apesar disso, o país enfrenta dificuldade na inclusão da população idosa no ensino superior. Destarte, é vital compreender os fatores advindos dessa incursão e, para tal, urge a mitigação de duplo fomento: o preconceito vigente sobre essa parcela, bem como a ausência de incentivos as salas de aula.
Em primeira instância, vale ressaltar o avanço no cotidiano da humanidade com a Terceira Revolução Industrial, a qual se desenvolveu a tecnologia de ponta em que perdura até os dias de hoje. Entretanto, a parcela idosa da população é deveras vetada de usufruir desse meio para que, assim, possa adquirir conhecimentos necessários para prosperar na universidade. Isso paira na dificuldade que os envelhecidos têm que lidar ao tentar ingressarem no ensino superior. Por sua vez, a cultura dominante - os acadêmicos mais novos- rejeita tudo aquilo que difere dos modos “tradicionais” que são defendidos por eles, ou seja, haverá a exclusão dos idosos, segundo o sociólogo Pierre Boudieu, alegada pela incapacidade de operar as novas tecnologias.
Somado a isso, é indubitável salientar a existência da lei que garante a oferta de cursos do grupo enquadrado na terceira idade. O mesmo ponto está postulado no artigo 25 do Estatuto do Idoso, mas não é visto em prática no meio social, o que se torna mais um desafio a ser combatido. Nesse viés, é notório que o Estado é ineficiente enquanto as suas medidas de incentivo as faculdade tangente a tal parcela social. Essa defasagem discorre no desânimo que cerca o idoso, ao ponto de ficarem inertes ao desenvolvimento cognitivo, e favorecendo 24% da população mais velha que encara dificuldade para essa inclusão, segundo o IBGE, em 2018. Logo, o Estado deve intervir para contrariar o quadro social.
Portanto, um plano piloto para garantir a inclusão dos idosos no ensino superior e, conseqüentemente, cessarem os desafios enfrentados, é o MEC, adjunto a Mídia, quebrar o tabu prezado pelos jovens de que apenas a massa juvenil é competente para dominar áreas pedagógicas. Para isso, haverá comerciais televisivos que evidenciem a inclusão dessa parcela social. O objetivo é atrair os mais velhos às faculdades e, felizmente, incluí-los a este meio, findando a cultura dominante ressaltada por Boudieu. Ademais, cabe ao Ministério Publico, por intermédio da promotoria do idoso, evidenciar os direitos garantidos pelo Estatuto do Idoso, bem como introduzi-lo em prática. Isso deverá ocorrer por meio de campanhas efetivas e semestrais que possam oferecer cursos gratuitos a tais indivíduos, com o intuito de incentivá-los a ingressarem na universidade, algo certo por direito. Somente assim, poderá a nação idosa desenvolver-se na esfera cognitiva e fazer jus a Constituição de 1988.