Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
Sancionada em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil garante a todos os cidadães o direito a educação. Entretanto, a realidade é diferente da decretada, já que os idosos vem enfrentando desafios para sua inclusão no ensino superior. Isso deve-se ao fato da concorrência desleal que os mesmos sofrem nos vestibulares nacionais, e à falta de incentivo e estímulos que eles recebem para entrar em uma nova jornada.
Em primeira análise, é necessário pontuar que o sistema de processo seletivo para a admissão no ensino superior no Brasil é algo falho e desleal. Tal fato é ainda mais indecente no que refere a entrada de idosos nas universidades, pois pela circunstância de muitos terem finalizado seu ensino a décadas, seus conhecimentos não estão adequados ou atualizados para a realidade. Dessa forma, de acordo com dados do censo realizado pelo INEP, a média de estudantes universitários da nação brasileira é de 24,4 anos, mostrando que os jovens são a grande maioria do membros de instituições do ensino superior. Assim, além de haver uma deficiência de anciões nesse espaço, também há uma falta de pluralidade cultural e social, já que antes de ser um local de formação profissional, ele é uma instituição formadora de cidadania.
Em segundo ponto, atrelado a isso, ainda se tem uma falta de incentivo e apoio por parte dos familiares a esses idosos, por acreditarem que não se é válido utilizar o esta fase da vida para se formar profissionalmente. Isso se deve pelo fato dos cursos de graduação levarem tempo para serem realizados, alguns chegando até 8 anos, o que para o olhar dos mais jovens, é um absurdo gastar tempo e energia para realiza-lo. Porém, não se é levado em consideração o fato de alguns idosos terem muito tempo livre, o qual gostariam de utilizar para estudar, não visando o mercado profissional, mas sim o desejo pelo saber. Assim, de acordo com o filósofo Aristóteles, a busca pelo conhecimento é extintiva para o ser humano, devendo ser um prazer para todos.
Dessa forma, faz-se necessário que todas as Universidades Federais do Brasil apresentem, ao corpo docente universitários, e aprovem uma nova modalidade de cotas para os cursos que tenham mais de 95% de jovens, para que os anciões possam tentar estar no mesmo patamar de ensino dos vestibulandos de menor idade. Além disso, é necessário que o Governo Federal, juntamente com o MEC, possa realizar publicidades em todo país para mostrar e convencer a população que o ensino superior também é local para idosos. Assim, respeitaremos a Constituição de 1988, e gara