Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 11/08/2020
Na obra O curioso caso de Beijamin Button, o personagem principal sofreu muito ao tentar se adaptar ao ambiente escolar e social por ter a aparência de idoso. Fora da ficção não existem pessoas que nasçam com a fisionomia de estar na terceira idade e com o passar dos anos vão “ficando mais novas”, mas as dificuldades supracitadas são realidade para longevos que decidem cursar o ensino superior. Isso pois, a ideia preconceituosa de que a capacidade de aprendizado é reduzida com o aumento da idade e a diferença de conhecimento de mundo para com os mais novos confrontam a vontade do público alvo de adentrar numa faculdade.
Primeiramente, um ditado popular fala que não se ensina truques novos a um cachorro velho, o que significa que a medida que o indivíduo vai ganhando mais idade ele vai perdendo a capacidade de aprender novas coisas. Isso mostra que a sociedade possui tal pensamento enraizado na cultura, desse modo sendo normalizado no cotidiano da população como correto. No entanto, essa ideologia é preconceituosa e errônea, pois desconsidera a experiencia, capacidade física e mental adquirida ao longo da vida que fundamentam a sabedoria. Assim, a sociedade propaga o conceito em questão, que por sua vez o fortifica na mente das pessoas em um ciclo vicioso, o qual gera estranheza e discriminação daqueles com idade mais avançada que decidem entrar em uma faculdade.
Outrossim, como mostrado na coleção de livros O orfanato da senhora Peregrine para crianças peculiares, as diferentes gerações possuem conhecimentos de mundo diferentes. Na referida obra, um exemplo é Emma que por ter vivido no período das guerras mundiais tinha dificuldade de mexer em aparelhos eletrônicos, mesmo tendo todas as características e capacidades físicas de uma garota. Nessa linha de pensamento, tais diferenças na formação do homem interferem no modo de aprendizado do mesmo, pois como defendido por Paulo Freire, a assimilação completa de um assunto só ocorre com a mesclagem com amostragens dos objetos, tal como ações comuns no dia a dia. Assim, é evidente que os idosos tem mais dificuldade assimilar as matérias do ensino superior, já que a metodologia foi criada para lecionar o público jovem.
Portanto, é necessário que a mídia informativa e Organizações não Governamentais formulem e disseminem uma campanha que vise facilitar a inclusão dos idosos no ensino superior. Isso só será possível por meio de comerciais e palestras que visem comover a população a existência e impacto do preconceito quanto a capacidade de aprendizado da parcela dos brasileiros alvo, tal como os incentive a cobrar do Ministério da educação uma revisão na modalidade de ensino para expor exemplos. também, baseados nos conhecimentos de mundo da terceira idade.