Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 06/08/2020
Consoante ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao baixo percentual de idosos no ensino superior, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além do preconceito “arraigado”, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim. Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que, mesmo diante do avanço intelectual vivenciado, o idoso é, não raro, vítima de práticas preconceituosas. Nessa perspectiva, evidencia-se que o envelhecimento da população brasileira, resultante do proceder da transição demográfica, é, infelizmente, tratado com descaso, tendo em vista que, além do preconceito enfrentado, essa faixa etária tem acesso limitado ao ensino superior. Tal realidade, fundamentada em valores ultrapassados, corrobora uma visão deturpada acerca da figura mais velha, o que a estereotipa e restringe sua atuação na contemporaneidade. Outrossim, o reduzido acesso do idoso ao ensino terciário também focaliza ineficiências governamentais quanto à execução dos seus deveres. Dessa forma, há uma indubitável retificação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e perpetuante no Brasil contemporâneo, já que o direito à educação de qualidade não é assegurado na prática. Nesse contexto, o nefasto cenário educacional vigente é demarcado por escassos, ou inexistentes, programas de inclusão da parcela populacional idosa no âmbito acadêmico. Assim sendo, faz-se necessário compreender que o envelhecimento não compromete a capacidade cognitiva, portanto, todo e qualquer interesse benéfico ao desenvolvimento intelectual deve ser estimulado pelo Estado. Logo, medidas são vitais à dissolução dos impasses à inclusão do idoso no ensino superior. A princípio, faz-se mister que o Ministério da Educação, mediante a promoção de palestras televisionadas e regidas por pedagogos, conscientize o brasileiro sobre os benefícios da formação acadêmica para a população idosa, a fim de que o preconceito seja mitigado. Ademais, o Governo Federal deve, a partir da realização de projetos afirmativos e adequação da didática educacional às necessidades dos mais velhos, qualificar o sistema educativo, para que, assim, o ideal de progresso proposto por Thomas Edison seja, finalmente, atingido no Brasil hodierno.