Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
De acordo com o artigo 25 do Estatuto do Idoso, é estabelecido que o Estado Brasileiro apoie a criação de universidades abertas para idosos, e incentive a criação de materiais didáticos para a faixa etária além extensões de cursos presenciais e a distância. Entretanto, tendo em vista a marginalização da população idosa no país, percebe-se que tal objetivo não é alcançado. Diante disso, deve-se analisar os desafios na inclusão do idoso no ensino superior e como essa inclusão é benéfica para o seu desenvolvimento.
Inicialmente, é possível destacar a falta de recursos financeiros como um fator fundamental na hora de investir em um curso superior. Segundo um levantamento, do Serviço de Proteção ao Crédito, em 2018, 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais responsáveis financeiros dos lares. Nessa perspectiva, percebe-se que o poder financeiro do idoso fica limitado na hora de entrar em uma faculdade e arcar com custos do curso, de materiais didáticos e transporte. Nota-se então, que o poder público não tem garantindo o bem estar de toda população, uma vez que os vetustos não são amparados na entrada de uma graduação, ocasionando, assim, a ruptura do Estatuto do Idoso.
Além disso, é válido apontar as consequências da entrada do idoso nas universidades. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a principal fonte de renda para 66% dos cidadãos de 60 anos ou mais é a aposentadoria ou pensão, nesse sentido uma nova formação é uma possibilidade de entrada no mercado de trabalho e uma nova fonte de renda para esse idoso. E também, a entrada em um curso superior favorece a saúde emocional combatendo a solidão e o sentimento de inutilidade tão frequente na chamada terceira idade.
Em suma, medidas devem ser efetivadas a fim de acabar com os desafios de entrada do idoso no ensino superior. Desse modo, as escolas devem promover seminários abertos para a comunidade visando a quebra de preconceitos sobre a formação do idoso nas universidades e faculdades, com cartilhas informativas sobre projetos públicos existentes para o estudo do idoso no ensino superior. Além disso, deve ser criada uma lei de cotas para cidadãos acima de 60 anos nas vagas das universidades publicas, sendo aplicada pelo Congresso Nacional em todo o território brasileiro. Espera-se com isso, garantir o direito de estudo dos idosos no ensino superior.