Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
De acordo com a constituição federal de 1988, todos os cidadãos têm direito à educação pública e gratuita, independente de idade, sexo, cor, nacionalidade ou qualquer outra diferença. Entretanto, essa não é realidade que é ofertada a todos os brasileiros. Sendo assim, é preciso entender quais os motivos que dificultam a entrada de idosos nas universidades, facilitar à didática e o acesso para eles.
Segundo o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e estatísticas), 39,2% dos idosos são analfabetos. Dessa maneira, o analfabetismo é um dos problemas para que eles entrem nas universidades, pois para ingressar teriam que terminar o ensino fundamental e médio. Muitos são analfabetos porque na sua infância e adolescência tinham que trabalhar para ajudar os pais a sustentar a casa, não sobrando tempo para ir à escola. E isso fez com que eles tivessem que abrir mão de sua educação. Estudos feitos pelo IBGE mostram que em poucos anos o Brasil será um país idoso. Sendo assim, é importante estimular que cada vez tenham pessoas mais velhas nas universidades, pois assim elas poderão compor a mão de obra qualificada no futuro.
Além disso, alguns idosos acham que por conta de sua idade não pertencem mais ao ambiente universitário, pois a didática e o acesso para eles nem sempre é fácil. Muitas aulas acabam sendo feitas de uma maneira mais juvenil e isso dificulta a inserção de pessoas de mais idade nesse meio. Um poema de Carlos Drummond diz “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Esse poema pode ser associado à realidade de idosos que gostariam de cursar o ensino superior, pois a pedra pode ser considerada a falta de adequação e de oportunidade que as universidades dão a esse grupo. Seria muito beneficio para o Brasil abrir vagas para os idosos, pois no futuro eles serão boa parte da população e se fossem dadas oportunidade para eles, poderiam trabalhar depois que concluíssem o curso.
Portanto, há desafios para incluir os idosos no ensino superior. Dessa forma, o Ministério da Educação deve disponibilizar aulas extras para os alunos idosos que sentirem dificuldade durante a faculdade, e deve também abrir vagas exclusivas para pessoas de mais idade. Essas aulas serviram para ajudar esses alunos com uma didática que eles melhor compreendam, para que eles acompanhem a turma na faculdade. As vagas exclusivas ajudaram idosos a ingressar, para que eles não sejam prejudicados pelo tempo em que não estudaram.