Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 07/08/2020

Um dos princípios que devem ser ministrados na educação, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), é a liberdade de aprender, ensinar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. Dessa maneira, o lugar do idoso na educação, inclusive no ensino superior, é de extrema importância, visto que diversos fatores que contribuem para a formação moral da sociedade é passado por gerações, além de ser um direito do mesmo enquanto cidadão. Ademais, vê-se que o aumento da expectativa de vida entre os brasileiros vem crescendo muito nos últimos anos.

Em primeira análise, vê-se que o direito a educação também inclui o idoso, visto que, de acordo com a Constituição de 1988, a educação é um direito de todos. Ainda, a inclusão da terceira idade nas universidades é de extrema importância em questão de experiência, visto que, como viveram em diferente época dos jovens de hoje, os idosos podem trazer inúmeros ensinamentos para a vida dos mais novos.  Conforme disse Paulo Freire, as matérias, o ensino e a educação devem existir para que o ser humano possa entender melhor o mundo. Assim, a junção de diferentes gerações poderia trazer inúmeros benefícios para a formação do mundo.

Em segunda análise, de acordo com o site de informações da Rede Globo (G1), a expectativa de vida entre os anos de 2015 e 2016 cresceu de 75,5 para 75,8 anos. Dessa forma, nota-se que, a cada ano, o brasileiro vive mais, o que significa que ele pode adquirir cada vez mais experiência, pois, segundo Michel Foucault, o ser humano é uma constituição biopsicossocial e, por isso, necessita estar em constante mudança, principalmente psicológica, para que possa continuar a entender o mundo, e social, para que não seja cada vez mais excluído da sociedade e conheça sempre seus direitos e deveres enquanto cidadão.

Portanto, para que os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior sejam superados, é necessário que o Ministério da Educação e as Instituições de Ensino realizem pesquisas e palestras que incentivem a sociedade a lutar pelo direito do idoso no ensino superior, além de mostrar como a presença de pessoas na terceira idade seria uma questão de mais experiência nas universidades. Ainda, o Ministério da Saúde junto com a mídia devem falar mais sobre o aumento da expectativa de vida do brasileiro e, por conseguinte, a importância de ter pessoas mais velhas nas universidades, pois, além de uma grande contribuição na formação moral dos futuros profissionais, seria também um estímulo para a melhoria da saúde mental da população na terceira idade.