Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 07/08/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a educação deve ser garantida a todos os cidadãos sem qualquer distinção. No entanto, é perceptível que, no Brasil, a população idosa enfrenta uma série de obstáculos para conseguir se adaptar aos cursos universitários. Dessa forma, é necessário superar o preconceito existente em relação a esse público, bem como adequar estruturas que possam dificuldar a vida acadêmica deles.

Convém mencionar, a priori, que os idosos que decidem ingressar no ensino superior sofrem uma certa exclusão social nas turmas devido ao preconceito por parte dos alunos mais jovens. Isso acontece porque a sociedade brasileira não encara a população mais velha como um indivíduo pefeitamente capaz de realizar certas atividades. Essa situação é exemplificada por uma pesquisa publicada no site de notícias G1, a qual diz que boa parte dos cidadãos de até 60 anos tem a concepção de que os idosos são pessoas com capacidades limitadas. Logo, nas universidades não existe uma boa relação entre jovens e idosos, pois os alunos mais novos não buscam ajudar os mais velhos a superar as dificuldades existentes. Portanto, é preciso sociabilizar os idosos em meio ao estudantes mais jovens.

É valido citar, ainda, que os cursos universitários apresentam muitos obstáculos físicos que dificultam o desenvolvimento educacional dos idosos. Essa situação é relevante, pois as universidades buscam, constantemente, implementar recursos tecnológicos de última geração. Entretanto, essa tecnologia é criada tendo como público-alvo jovens e adultos, o que incapacita muitos idosos de adquirir êxito nos cursos. Dessa forma, percebe-se que, segundo o conselho de universidades públicas, mesmo que pessoas de idade avançada ingressem em algum curso superior, eles acabam desistindo por causa dessas dificuldades. Ou seja, é necessário tornar esses idosos aptos a utilizar todas as estruturas oferecidas durante o desenvolvimento do curso.

Percebe-se, portanto, que é preciso superar esses desafios para incluir idosos no ensino superior. Por isso, é necessário que as escolas de ensino fundamental e médio normatizem o convívio entre pessoas de idades distantes. Isso deve ser feito por meio da criação de rodas de debates com idosos, na qual eles poderão mostrar que são tão capazes de realizar as mais diversas atividades como os alunos, assim quando esses estudantes ingressarem na universidades, eles não terão preconceitos com os graduandos mais velhos. Paralelamente, é necessário que as universidades tornem seus cursos mais acessíveis aos idosos, a partir da criação de módulos que treinarão os idosos juntamente com alunos mais novos para a utlização dos diversos equipamentos e plataformas do curso. Dessa forma, será possível garantir a educação superior a todos os cidadãos brasileiros.