Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
Na Antiguidade, era comum o culto ao idoso, uma vez que ele era visto como o símbolo não somente do conhecimento mas também da sabedoria daquela civilização. Apesar de tal passado de respeito à velhice, atualmente, a “terceira idade” está sendo negligenciada, haja vista que, infelizmente, a plena inclusão do idoso no ensino médio é um problema para o Brasil. Dessa forma, essa problemática ocorre devido a dois desafios: o preconceito na sociedade e a falta de intermodalidade nas escolas.
A priori, a manutenção de concepções arcaicas é o primeiro desafio que deverá ser superado para que a inclusão do idoso no ensino médio se realize completamente. Nesse contexto, percebe-se a teoria da “Maioridade do Mal”, da filósofa “Hannah Arendt”, a qual afirma que a execução de atitudes antigas de forma repetitiva faz com que elas sejam consideradas aceitáveis, banais e verdadeiras pela comunidade. Em convergência com a visão da autora, têm-se os mitos mostrados pela novela “Avenida Brasil” sobre a velhice, por exemplo, a visão de que envelhecer é tornar-se um inútil. Portanto, o idoso,geralmente, não busca a adesão nos colégios, pois, para ele, esse local é apenas para jovens. A posteriori, a escassa intermodalidade nas escolas é o segundo desafio que precisa ser mitigado para que a inclusão da “terceira idade” no ensino médio seja aumentada. Sob esse viés, nota-se que as cenas de “Malhação”, programa televisivo de alta audiência, são imprescindíveis, uma vez que, de acordo com ela, a grande parcela das aulas de colégios públicos não possui nem aulas, nem materiais contextualizados para a realidade dos estudantes adolescentes. Logo, se a situação dos jovens é precária, o quadro dos idosos é mais agravante, já que o segundo grupo necessita de mais atenção e infraestrutura que o primeiro compreender o conteúdo administrado nas salas, de acordo com o jornal “O Globo”. Desta feita, diante do que foi exposto, fica claro que o Estado está rompendo com os preceitos relacionados à educação escritos na Constituição Cidadã, uma vez que não assegura um ensino educacional de qualidade para todos, principalmente os idosos.
Destarte, o cenário problemático da inclusão dos idosos no ensino médio deve ser diminuído. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação, setor responsável pela divulgação de informação governamental, combata as visões ultrapassadas sobre o idoso, mediante a criação de campanhas e entrevistas com profissionais especializados, por exemplos, os geriatras, com o escopo de incentivar a presença dessa faixa etária nas escolas. Ademais, urge que o Ministério da Economia invista na educação dos idosos, por intermédio do financiamento da construção de centros de ensino especializados na nessa idade e, também, com a capacitação prévia dos professores desses locais, com a finalidade de honrar os preceitos da Constituição Cidadã.