Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 07/08/2020
Devido ao Brasil ser um pais historicamente agrário e de uma urbanização ainda recente, muitas pessoas executavam o trabalho rural nos campos, como também realizavam nas cidades em grande parte serviços físicos, que dispensam qualquer tipo de formação escolar para tal, logo, a educação não era tão fundamental para muitas ocupações profissionais. Entretanto, com o surgimento e desenvolvimento das novas tecnologias, são requisitadas especializações em vários ofícios, o que empata a reinvenção do idoso no mercado de trabalho.
A princípio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de analfabetismo entre os idosos é de 40%, ou seja, uma geração que além dos desafios de inserção social e trabalhista, possuem baixa escolaridade, o que as limita de conseguirem formações diplomares e as desmerece na competição com os trabalhadores mais jovens e qualificados, visto que as políticas vigentes não são suficientes para a manutenção da população mais idosa no mercado de trabalho.
Ademais, na novela Bom Sucesso da emissora Globo, uma mulher de idade mais avançada se via incapacitada de trabalhar na empresa da própria filha, pois, apesar de ter renome em sua carreira e ser uma ótima especialista, não estava apta a lidar com as novas tecnologias e novos meios de execução do trabalho, logo, pediu ajuda a seu neto, um jovem rapaz que mais familiarizado a ensinou o que eram e como utilizar os modernos utensílios. Diante disso, há de se tomar como exemplo que apesar da capacidade profissional, tem de haver a virtude de se manter imerso nos modelos tecnológicos.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Educação considere a implementação de cotas para os idosos nas faculdades federais, ao flexionar o ingresso de idosos com mais de 60 anos ou já aposentados nos cursos universitários, para a incorporação de mais pessoas da terceira idade no ensino superior brasileiro. Além disso, é necessário que a família, como um dos maiores órgãos sociais, apoie e incentive os parentes idosos, os convença que idade não é um fator limitante de aprendizado, para que esses percebam que ainda estão aptos a aprender e procurem almejar novos conhecimentos acadêmicos, para que assim possam buscar suas realizações profissionais e pessoais.