Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 09/08/2020
Enquanto o período de vida médio, na Idade Média, era de 40 ano, hoje,na pós-modernidade esse cenário mudou. Quer tenha sido por causa dos avanços na medicina ou pela melhora da infraestrutura urbana e do saneamento básico, o fato é que a expectativa de vida aumentou e segue uma tendência global- o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fala que já em 2030 o Brasil será um país ancião. Sendo assim, surgiu vários desafios , e, entre eles, o que tangue à inclusão do idoso no ensino superior, fazendo-se preciso analisar as escassas habilidades tecnológicas, assim como a falta de universidades e materiais adequados a essa faixa etária.
É imperioso , a priori, elucidar a dificuldade com tecnologia como barreira para o ensino idoso superior. O livro “21 Lições para o Século 21”,do historiador israelense Noah Harari, fala que em um futuro próximo os indivíduos deverão estar constantemente atualizados se quiserem competir com a IA(Inteligência Artificial). Ao trazer tal pensamento para o ensino universitário de pessoas com faixa etária elevada, percebe-se que ,mesmo a internet estando tão difundida, ainda existem pessoa idosas que possuem pouca habilidade e conhecimento sobre “cibermundo”.Sendo assim, essa realidade dificultaria o aprendizado, uma vez que muitos portais de pesquisas e livros são digitais. Desse, modo é dever do Estado oferecer cursos técnicos e fazer garantir esse direito de cidadania.
Outrossim, a posteriori,é preciso elencar a falta de Universidades e materiais adequados para os idosos. Max Weber fala que existe na sociedade uma ação social baseada em tradições, que segundo ele é quando o ser humano usa de meios tradicionais em suas ações. Ao trazer tal tese ao que concerne ao ensino superior da “terceira idade” evidencia-se que ,mesmo existindo a lei 13.535/2017-que dá ao idoso esse direito, os números de centro educacionais dedicados aos idosos são irrisórios , uma vez que convencionou-se entre os indivíduos que a idade de fazer uma graduação é quando se é jovem. Nessa perspectiva, é importante uma mudança de pensamento social, além de incentivos governamentais para a inclusão de idosos nesse ramo.
É fulcral,portanto,que o Estado, em parceria com o MEC (Ministério da Educação) e com o Estatuto do Idoso, amplie a existência de cursos de informática-como os do SENAI- especificamente para idosos , além de capacitar as universidades com professores, materiais didáticos e quadros apropriados para pessoas de idade avançada. Esses cursos deveram ser implantados por meio de um Decreto governamental e ,assim como a capacitação das universidades, irá ser fiscalizado para saber se todos os estados possuem ao menos um centro educacional desse. Isso tudo deverá ser feito para a inclusão dos idosos no ensino superior e para a ampliação da cidadania.