Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 10/08/2020
A constituição federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê uma série de garantias sociais ao indivíduo. Contudo, a difícil inclusão de idosos no ensino superior no Brasil fere esses preceitos fundamentais. Desse modo, essa problemática é persistente em virtude da falha de políticas públicas Estatais. Sendo assim, é necessário a análise desse imbróglio, haja vista dois aspectos: a insuficiência legislativa e a falta de informação por parte da mídia nacional.
Em primeiro lugar, deve-se pontuar que a insuficiência legislativa configura-se em um empecilho para essa problemática. Nesse sentido, o ex-presidente Washington Luís traz uma contribuição relevante ao defender que o Estado é um ausente contumaz. À luz desse pensamento, aponta como problemática a negligência dos órgãos públicos com quase todos os aspectos sociais, dentre eles a ineficácia do Governo com a colocação de idosos nas universidades, posto que medidas públicas não têm sido suficientes para sua resolução. Desse modo, essa conjuntura exemplifica a falta de assistência do Governo à não observação dos preceitos da constituição, o que corrobora com o seu agravamento no país.
Em segundo lugar, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de informação por parte da mídia nacional. Consoante à reflexão proposta por Bauman, o conceito de “Modernidade Líquida” faz referência à fragilidade existente nas relações humanas, que estão atreladas à fugacidade. Baseando-se nessa ideia, é notório analisar que a mídia, em grande parte, trabalha em prol das necessidades de uma época, sempre dando ênfase à efemeridade dos demais assuntos, como no caso do problema de inserção de idosos no ensino superior, em que não confere a seriedade devida e tampouco traz a representatividade do tema. Portanto, essa situação problema em um curto prazo de tempo, é esquecida pelos meios de comunicação, mas prevalece, de fato, na realidade brasileira, acarretando prejuízos ao bem-estar educacional dos idosos, a saber que a população brasileira atual é majoritariamente anciã e dependente do Governo na questão financeira, mas com a inclusão desses cidadãos no ensino superior pode até trazer uma independência financeira aos mesmos.
Torna-se evidente, portanto, o combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço da exclusão de idosos nas universidades, deve torna-se efetivo, uma vez que fere os preceitos da constituição e dos Direitos Humanos que diz que todos têm direito à educação. Sendo assim, desde que haja parceira entre comunidade e família, para corrigir as falhas na constituição matriculando seus idosos em faculdades e revogando os direitos dos mesmos que está na constituição, será possível a maior inclusão desses idosos, construindo uma sociedade mais fiel aos ideias da constituição federal.