Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 10/08/2020

Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, afirma que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa ótica, é possível analisar que a educação é bem necessário à vida em conjunto, pois ela é ponto de partida para a resolução de diversas problemáticas. Nesse contexto, os desafios para incluir o idoso no ensino superior são: a complicada comunicação entre as gerações e o longo período afastado do ambiente estudantil.

Em primeira análise, tem-se que com a tecnologia avançada, os códigos e gírias desse novo mundo dificultam a relação entre as gerações X e Z. Com a Segunda Guerra Mundial, os estadunidenses e ingleses se juntaram para criar um dispositivo que decifrassem os enigmas soviéticos, hoje, esse aparelho é conhecido como computador e se popularizou mais ainda no período da globalização. Em contrapartida, esse mesmo artifício que serviu como decodificador, agora, codifica diversos diálogos que acabam dificultando a interação entre jovens e idosos.

Em segunda análise, pode-se alegar que a didática do ensino é alterada a cada ano e se torna obsoleta quando comparada numa linha do tempo. Assim, em países emergentes, como o Brasil, em que a educação não é uniformizada, a obsolescência educativa segrega quem tenta voltar aos estudos após anos e acaba por sobrecarregar a Previdência Social. Desse modo, é perceptível que a falta de regularidade na educação retarda a inclusão do idoso nas universidades e reflete de maneira negativa sobre a População Economicamente Ativa (PEA).

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação crie planos que insiram o idoso no ensino superior e equiparem o sistema educacional brasileiro. Isso pode ocorrer por meio da imposição de uma porcentagem de pessoas com mais de 65 anos nesse ambiente e a instauração da equidade entre os conteúdos das faculdades públicas e privadas, como forma de interligar as épocas pela educação. Espera-se, com isso, sanar as diferenças discrepantes entre as gerações e as formas de ensino.