Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 24/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida e ao bem-estar social. Essencialmente, a veracidade dos desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior constitui um dos assuntos mais pertinentes no âmbito socioeducacional. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que ocasionam essas implicações, além de explorar práticas conscientes de toda a sociedade.
Trivialmente, considerando o atual contexto ativo da população idosa em diversos eixos, deve-se destacar a necessidade de um maior engajamento social e econômico. Nesse sentido, observa-se que, diante do desdém, omissão e condutas hostis, não se pode exigir que a educação superior dos anosos se mantenha inabalável. Afinal, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), a garantia do ensino de base e graduações aos idosos preserva a identidade cultural de cada país.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a associação errônea da idade avançada com a falta de habilidade e aptidão. De acordo com Allan Kardec, educador e influente espírita, a educação, se bem compreendida, é a chave do progresso moral. Desse modo, é preciso estar atento ao fato de que, além de recursos públicos, a ampliação e validação de formas alternativas de ensino e de cursos especializados, requer atenção responsável de todo cerne envolvido com a comunidade idosa.
De fato, mais do que um tema relevante, a inserção do idoso no ensino superior apresenta muitas adversidades. Para que isso mude, órgãos do Ministério da educação em paralelo com o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Idosas (CNDI) devem disseminar a admissão do idoso nas universidades por meio da implantação de programas educacionais voltados para esse grupo, a fim de assegurar a liberdade e autonomia. Ademais, a sociedade civil e a mídia devem estimular a cultura de valorização do estudo aos idosos, promovendo melhorias e direitos desses.