Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 18/12/2020

O Brasil está passando por sua janela demográfica, ou seja, um momento no qual sua população ativa está alta. Todavia, daqui a décadas o país sera predominantemente velho, e o público idoso será abundante. Nesse contexto, nota-se a relevância do ensino superior na vida dos longevos, que entretanto, enfrentam desafios como preconceito e infraestrutura, e medidas que mudem a realidade são essenciais.

A priori, cabe salientar que as faculdades passaram a ser vistas como um local para jovens e adultos, e a presença do público idoso gera preconceito nos estudantes. Dessa forma, esse público que já é escasso no ensino superior, acaba mais desestimulado do que nunca. Nesse prisma, pode-se citar o filósofo Sócrates, criador da maiêutica (dar a luz), que ensinava gratuitamente para todos os públicos, o que contrasta o atual cenário repleto de julgamentos, onde acredita-se que há limite de idade para os estudos.

A posteriori, é fato que os longevos têm necessidades especiais para locomoção e visão, e a falta de estrutura adequada para para acomodar os idosos no ambiente estudantil é um gargalo. Nesse ínterim, o estatudo do idoso assegura que todos possuem direito a educação e lazer, além de ser obrigatória a presença de infraestrutura adequada em todos os locais frequentados. Entretanto, a falta de conforto, locomoção, e equipamentos que amparem e instiguem a presença desse público os distanciam das faculdades.

Destarte, infere-se que os idosos frequentam pouco o ensino superior. Portanto, é dever das faculdades instaurar palestras obrigatórias, que ressaltem a importância da inclusão do idoso no ensino superior, reduzindo o preconceito. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, a insvestigação das instituições, permitindo que funcionem apenas em caso de infraestrura adequada e multando as que infrinjam o estabelecido, instigando assim a presença de idosos no ensino superior.