Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 30/09/2020
No Brasil, a crescente urbanização da primeira metade do século XX não foi acompanhada por um crescimento no nível de escolarização da população à época, o que acabou por gerar na atualidade idosos interessados por conhecimento universitário. Entretanto, a cultura popular de que as universidades são ambientes para jovens tem afastado tais idosos do processo educacional a nível superior, visto que muitas pessoas mais velhas se sentem incapazes de aprender devido à idade, o que acaba por marginalizá-los. Além disso, a paquena quantidade de projetos voltados à educação superior de pessoas dessa faixa etária é um entrave na participação deles nas universidades brasileiras.
Em primeira análise, é preciso destacar que os métodos e técnicas educacionais usuais priorizam exclusivamente os mais jovens, excluindo os mais velhos do processo de aprendizagem. Segundo a British Broadcastin Corporation (BBC) Brasil, grande parte dos idosos brasileiros pararam de estudar ainda jovens para se dedicarem ao trabalho, o que causou um vazio educacional durante a fase adulta desse grupo. Essa pausa nos estudos, aliada aos problemas fisiológicos da idade, impede que muitos idosos se sintam aptos ao sistema brasiliero de ensino superior, que não é inclusivo a esse grupo, o qual é formado por pessoas que pararam de estudar há algumas décadas e possuem problemas de saúde comuns à idade, como visão turva, o que eleva a sensação de incapacidade de estudos.
Ademais, os processos de entrada nas universidades brasileiras, como os vestibulares tradicionais e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), priorizam os grupos jovens, que têm bases educacionais formadas recentemente. Nesse sentido, embora muitas universidades, como a Universidade Estadual Paulista, pratiquem cursos de extensão voltados aos idosos, o número de pessoas desse grupo graduados no nível superior ainda é muito pequeno. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), em 2018 apenas 11% dos cidadãos da terceira idade possuiam diplomas universitários no Brasil, o que ratifica a ideia de que as universidades brasileiras não são pró-ativas em atrair pessoas mais velhas para cursos de graduação.
Desse modo, torna-se necessário a criação de medidas para incetivar a inserção dos idosos no enisno superior brasileiro. Assim, o MEC deverá criar diretrizes, como reservas de vagas para cidadãos da teceira idade, facilitando a entrada de pessoas mais velhas nas universidades. Deve-se também criar mecanismos didáticos, como livros com letras maiores, que se adaptem as dificuldades naturais que a idade avançada impõe à visão dos estudantes. Somente com essas medidas pode-se construir uma sociedade moderna, em que, idenpendete da idade, o conhecimento estará ao alcance de todos cidadãos.