Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 18/10/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da inclusão do idoso no ensino superior. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: silenciamento e falta de empatia.
Primeiramente, precisa-se salientar que o silenciamento é uma causa latente da problemática. Nesse contexto, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o da inclusão do idoso na faculdade seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Contudo, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele, uma vez que ele é de suma importância para a sociedade.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do paradigma é a falta de empatia. Conforme Zygmunt Bauman, a Modernidade Líquida é fortemente pautada no egoísmo. Sob esse viés, verifica-se uma forte influência dessa causa, visto que os indivíduos não cumprem seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema. Dessa forma, os cidadãos devem se conscientizar da importância dessa inclusão do idoso no ensino superior e impedir que esse desafio se agrave cada vez mais.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para que isso ocorra, o MEC - órgão responsável pela educação - em parceria com canais midiáticos, deve fazer um projeto com a participação de psicólogos e educadores, por meio de “lives” através de emissoras televisivas abertas e fechadas, a fim de que toda população possa ter acesso para obter maior conhecimento acerca da inclusão do idoso no ensino superior. A partir destas ações, poderá se consolidar uma sociedade melhor.