Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 02/11/2020

A Constituição de 1988 garante o direito de uma cidadania igualitária. Todavia, na atual conjuntura brasileira, acerca do idoso, é notável a violação desse código, uma vez que ainda é presente desafios para a inclusão do idoso no ensino superior. Nesse sentido, a medida em que a comunidade se ausenta para atender as necessidades das pessoas mais velhas entraves se tornam cada vez mais pertinentes, quer seja pela falha estatal, quer seja pela discriminação social.

Em primeira análise, é válido reconhecer que o estado não incentiva a presença do grupo de idosos dentro das universidades. Prova disso, conforme a educação é a principal base para a melhoria do ser humano, seja social, econômico ou profissional, a ausência de cotas nas universidades públicas e bolsas nas particulares, distanciam as pessoas mais velhas dos benefícios  que o ensino proporciona, o que afasta a ideia de uma educação libertadora, defendida pelo  filósofo Paulo Freire. Logo, sem o aparato estatal se torna inviável a redução de tais problemas enfrentados pelo grupo da terceira idade.        Além disso, cabe notar o preconceito social em que as pessoas com mais de 60 anos são condicionadas a viverem. Nessa situação, segundo o Estatuto do Idoso, é proibido a discriminação por idade, no entanto, no momento vigente, essa classe é pouco procurada para vagas de emprego devido o pensamento de que esse grupo não possui mais disposição física ou não está preparada para as novas tecnologias. Bem como é exemplificado no filme “um senhor estagiário”, em que o protagonista enfrenta comentários preconceituosos no trabalho pela sua idade. Isso ratifica que a sociedade ainda segrega a classe mais velha o que a priva de oportunidades.

É evidente, portanto, que ações sejam tomadas para que se consolide vias de inclusão do idoso no ensino superior. Dessa forma, faz-se necessário que Poder Legislativo crie leis que incluam o perfil de mais velhos nas universidades brasileiras por meio de cotas com a finalidade que aumente a inserção desse grupo aos institutos. Além disso, o Ministério da Educação deve promover projetos que mobilize educadores em parceria com a comunidade local de modo que leve a sala de aula, palestras e experimentações práticas aos idosos, o que fará com que eles possam ter contanto com o meio educativo e também, caminhará para a diminuição do olhar preconceituoso propagado pelo meio social. Sendo assim, a Constituição caminhará para finalmente valer-se democrática como prevê.