Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 22/12/2020

A Constituição brasileira prevê a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, com o intuito de promover o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Porém, quando se observa o número de idosos no ensino superior, percebe-se que esse grupo não tem o seu direito fudamental assegurado. Isso decorre dos inúmeros desafios que existem para a sua efetiva inclusão, como o precocentio e a falta de políticas públicas.

O primeiro fator que dever ser analisado em relação à situação em questão é o preconceito associado à essa fase da vida. No Brasil há uma percepção negativa no processo de envelhecimento, em geral, relacionada a perda de serventia para a sociedade, o que acarreta consequências a essa parcela da população. Dentre elas destaca-se a dificuldade de acesso a um envelhercer digno e com qualidade nos vários âmbitos da vidas, visto que a educação é a principal ferramenta para a aquisição da autonomia do idoso e a sua integração na comunidade. Desta forma, é evidente a importância da inclusão da terceira idade nas universidades, pois para ela apresenta inúmeras vantagens, como elevar a autoestima, promover a independência e melhorar a socialização.

O segundo desafio importante para a reflexão é a falta de políticas públicas que contribui para a perpetuação desta problemática. Isso advém da carência de programas, projetos e legislações que atendam as necessidade específicas dos idosos, especialmente as educacionais. Apesar da existência das Universidades da Maturidade, a quantidade delas são insuficientes para atender a demanda, pois estão presentes, segundo o Ministério da Educação, em apenas 63 faculdades federais. Diante desse cenário é imprescindível refletir sobre as condições de acesso dessa população ao ensino superior, já que o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos e que a expectativa de vida dos brasileiros é de 81 anos.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar os desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior. Logo, o Governo, com o auxílio do Ministério da Educação, deve criar ações afirmativas para a inclusão desse grupo nas universidade, desta forma democratizar o acesso ao ensino superior, além de aumentar o repasse de verbas as faculdades federais para que elas ampliem a oferta de cursos exclusivos para a terceira idade. Também, a sociedade precisa mudar essa ótica discriminatória de declínio consolidada por esteriótipos de que a pessoa se torna inútil ao atingir determinada idade e, assim, colaborar com a melhora da sua confiança e autoestima. Desse modo, é imprescindível a participação do estado e de toda a comunidade, em uma atitude consciente, ética e cidadã que valorize o envelhecimento ativo.