Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 04/11/2020

De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus filhos. Entretanto, ao deparar-se com os diversos desafios para a inclusão do idoso no ensino superior, nota-se que essa proteção estatal não é cumprida, visto é dever do Estado proteger e zelar pela população. Por isso, é fato que a falta de incentivo e o preconceito presente no meio estudantil impedem que os anciões tenham o devido acesso à educação.

Primeiramente, é válido dizer que grande parte dos idosos presentes na sociedade são tratados com desdém. Segundo o Estatuto do Idoso, no artigo 25, é responsabilidade estatal a criação de universidades abertas aos anciões, bem como o devido incentivo à leitura. No entanto, infelizmente, essa responsabilidade é inexistente, já que muitos idosos estão fora do sistema educacional. Consequentemente, as pessoas maduras sentem-se como se não tivessem o direito de aprender e que estão esquecidas e, por isso, afastam-se do ambiente escolar.

Por conseguinte, o preconceito ao idoso no meio educacional é um dos entraves que impossibilitam a sua inserção na educação. Segundo uma pesquisa publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que 60% da população mundial considera que os idosos não são respeitados. Essa quantidade demonstra o prejulgamento da sociedade perante o ancião, que o vê como uma figura frágil e sem utilidades, o que o faz ficar em sua zona de conforto, isto é, longe da escola.

Por fim, é fato que os desafios para efetivar a inclusão do idoso no ensino superior apresentam entraves que necessitam ser resolvidos. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) deverá promover propostas de inserção aos idosos, por meio de ações afirmativas para pessoas com mais de 60 anos. Essas ações devem resultar em uma maior facilidade de acesso de pessoas maduras na educação. O MEC também deverá ordenar palestras nas escolas de ensino médio sobre a importância do idoso, a fim de diminuir o preconceito existente. Feito isso, o Estado terá feito seu papel de cuidar de seus filhos, como propôs Hegel.